Iniciativa utiliza bicicletas adaptadas para promover esporte, lazer, convivência social e autonomia a participantes com deficiência visual
Da Redação
Mais do que uma atividade esportiva, o Projeto DV na Trilha tem transformado o ciclismo em um instrumento de inclusão social para pessoas com deficiência visual no Distrito Federal. Desenvolvida por voluntários e ciclistas de Brasília, a iniciativa promove passeios, trilhas e atividades ao ar livre que unem esporte, lazer, contato com a natureza e fortalecimento dos vínculos sociais.
Constituído como uma entidade sem fins lucrativos, o projeto atua há mais de dez anos oferecendo oportunidades para que pessoas com deficiência visual participem de experiências sobre duas rodas por meio de bicicletas tandem, modelos adaptados para dois ciclistas. Nessas bicicletas, um voluntário assume a condução enquanto o participante pedala em conjunto, compartilhando a experiência durante todo o percurso.
Os encontros são realizados quinzenalmente no Jardim Botânico de Brasília e contam com o apoio de uma rede de voluntários. Além de atuarem como condutores, os colaboradores contribuem na organização das atividades, no registro fotográfico dos eventos, na interpretação em Libras e no suporte aos participantes.
A proposta vai além dos passeios recreativos. O objetivo é ampliar a participação das pessoas com deficiência visual em trilhas, competições e eventos de mountain bike e ciclismo, promovendo autonomia, qualidade de vida e inclusão por meio do esporte.
Ao longo dos anos, o projeto tem contribuído para dar visibilidade a um público que frequentemente enfrenta barreiras de acesso às atividades esportivas e de lazer. O impacto da iniciativa ultrapassou os limites do Distrito Federal e ganhou reconhecimento nacional em dezembro do ano passado, quando recebeu o Prêmio Bicicleta Brasil, concedido a ações que incentivam o uso da bicicleta e promovem cidadania em diferentes regiões do país.
A organização destaca que está sempre aberta à participação de novos voluntários. Pessoas interessadas em colaborar podem conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo grupo e participar dos encontros, fortalecendo uma rede de solidariedade que tem feito a diferença na vida de dezenas de pessoas com deficiência visual.
O encontro mais recente ocorreu no último domingo (14), reunindo participantes e voluntários em mais uma jornada de esporte, inclusão e convivência.
Confira mais informações no site oficial da iniciativa DV na Trilha: https://www.dvnatrilha.com.br/
Instagram: https://www.instagram.com/dvnatrilhaoficial/?hl=pt-br
Facebook: https://www.facebook.com/projetodvnatrilha/?locale=pt_BR
Participe você também!
- Encontros quinzenais;
- Às 9:00 horas da manhã;
- no Jardim Botânico de Brasília.
ORIENTAÇÕES para reuniões futuras:
O QUE LEVAR?
Sua própria bike, pois o número de tandens é limitado, equipamentos de segurança (capacete, luvas, óculos, etc), garrafinha com água. Leve também uma corrente para deixar sua bicicleta em segurança (caso vá conduzir) e alegria para dividir com os integrantes .
LANCHE:
Há um lanche solidário ao final do pedal. Se puder, leve algo para contribuir.
NO QUE PODE SE AJUDAR?
Auxiliando na segurança e demandas apresentadas pelos DVs, sendo intérprete de LIBRAS (para DVs que possuem surdez associada), fazendo registro fotográfico, sendo condutor em uma bicicleta tandem, interagindo com os DVs, oferecendo carona de volta do JBB para a rodoviária (para os DVs).
CONDUÇÃO DAS TANDENS:
idade mínima: 18 anos. Caso você queira conduzir um DV, deve se apresentar aos coordenadores Anderson, Árly, Danilo ou Wilton para fazer um ‘test drive’ com a tandem.
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL QUE NÃO SÃO INTEGRANTES DO PROJETO PODEM PARTICIPAR?
Todas as pessoas são bem-vindas para conhecer o evento. No entanto, o número de tandens é limitado. A pessoa com deficiência visual que quiser participar do pedal deverá entrar em contato com a coordenadora Marilize para se inscrever (9 8581- 4645).
RITMO E PERCURSO?
Aproximadamente 14 km em estradões de terra, ritmo moderado.
LOCAL DE ENTRADA E TAXA:
Portaria Principal – ingresso custa R$5,00, para quem não está usando a camisa do projeto.
Portaria Privativa – não há cobrança de ingresso – para quem está uniformizado(a) com a camisa do projeto.



