Maior jogador da história do futebol argentino sofreu parada cardiorrespiratória em casa, nesta quarta-feira (25). Última partida do atleta no DF foi em 2006, no ginásio Nilson Nelson
Fãs do jogador Diego Maradona relembraram, nesta quinta-feira (26), a partida marcante do craque em gramados brasilienses. O jogo ocorreu no ginásio Nilson Nelson, em fevereiro de 2006.
Os moradores do Distrito Federal que tiveram a oportunidade de ver o craque em campo, agora, carregam na lembrança um misto de afeto e saudade do atleta, considerado o maior jogador da história do futebol argentino. Maradona morreu em casa, na quarta-feira (24), vítima de uma parada cardiorrespiratória.
No Distrito Federal, o jogador ajudou a seleção argentina a ganhar de 8 a 4 da seleção brasileira no Showbol. Esse tipo de partida é uma mistura de futebol de campo, de salão e hóquei. Cada equipe tem sete jogadores, seis na linha e um no gol. O jogo dura 50 minutos.
O brasiliense Délio Mendes, que é analista de dados, esteve no jogo em 2006 e foi a única vez que viu o ídolo. “Eu fui de última hora porque meu filho tinha acabado de nascer, e fui sozinho”.
“Em 2006, não tinha celular com câmera, não registrei nada, mas o jogo ficou marcado na minha memória.”
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Délio também lembra que o evento “estava muito tumultuado”. À época, o Brasil contava com Dunga, Careca, Djalminha e Bebeto na escalação, mas, ainda sim, segundo os fãs, Maradona, que “estava inspirado e fez dois gols”, foi um dos mais assediados.
“Não consegui me aproximar muito, mas me lembro que Maradona parou o jogo para assinar camisetas que a torcida jogava na quadra.”
O analista de dados tem uma coleção de camisas da seleção argentina e sempre escolhe o número 10 – o mesmo que Maradona usava nos jogos. Em 1992, quando o craque jogava no Sevilla, da Espanha, o fã brasiliense escreveu uma carta com a esperança de que Diego Maradona respondesse.
“Eu era fã de uma revista esportiva, e eles publicavam os endereços dos clubes. Eu peguei o endereço do Sevilla, escrevi uma carta para o Maradona. Como eu não sabia espanhol, pedi para um amigo traduzir. Eu tinha 14 anos na época e nunca recebi resposta”, contou à reportagem.
O jornalista brasiliense Tony Ribeiro também viu Diego Maradona, apenas de longe, quando foi ao estádio do Morumbi, em São Paulo, para ver o jogo entre Corinthians e Boca Junior, em 1991, pela Libertadores.
“Estávamos a pelo menos 20 metros de distância, e os jornalistas se aglomeravam para entrevistar Maradona, que estava no camarote”, lembra Tony. “Ele tinha viajado com os jogadores do Boca Junior, que era o time do coração dele”.
“O jogo acabou empatado, e o Corinthians desclassificado. Eu saí do estádio triste e ele vibrava pela vitória.”
Morte do craque
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O corpo de Diego Armando Maradona começou a ser velado por volta das 6h desta quinta-feira (26) na Casa Rosada, a sede do governo da Argentina.
Nas primeiras horas, a entrada do público no local tem sido marcada por pequenos tumultos devido à quantidade de pessoas.
Dentro do palácio presidencial, torcedores emocionados jogam flores e camisetas sob o caixão, que está fechado e coberto pela bandeira da Argentina e por camisas da seleção e do Boca Juniors.
O governo da Argentina declarou luto oficial de três dias após a morte do jogador. Segundo a imprensa local, cerca de 1 milhão de pessoas devem participar do funeral.
Fonte: G1/DF // Michele Mendes, TV Globo



