Autoridades portuguesas disseram, na última quarta-feira (18/5), que identificaram cinco casos da rara infecção por varíola dos macacos. Espanha, Reino Unido, Estados Unidos e Grã-Bretanha têm, além de casos confirmados, outros sendo analisados.
Autoridades de saúde europeias estão monitorando qualquer surto da doença desde que o Reino Unido relatou seu primeiro caso de varíola dos macacos em 7 de maio e identificou mais seis no país, desde então.
Nos Estados Unidos, um caso foi confirmado no estado de Massachusetts em um homem que recentemente viajou ao Canadá, mas ainda não se sabe se ele está ligado ao surto na Europa.
Varíola dos macacos
Considerada uma infecção viral rara, a doença é semelhante à varíola humana. A variação ainda é considerada mais leve e foi registrada, pela primeira, vez na República Democrática do Congo na década de 1970.
Os sintomas incluem febre, dores de cabeça e erupções cutâneas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo.
Não é particularmente infecciosa entre as pessoas, dizem as autoridades de saúde espanholas, e a maioria das pessoas infectadas se recupera em algumas semanas, embora casos graves tenham sido relatados.
Como se pega varíola dos macacos?
O vírus pode ser contraído através da mordida ou arranhão de um animal infectado, comendo carne de caça, estando em contato direto com um humano infectado ou tocando roupas de cama ou roupas contaminadas.
O vírus entra no corpo através de lesões na pele, no trato respiratório ou nas membranas mucosas (olhos, nariz ou boca). Acredita-se ainda que a transmissão entre humanos ocorra, principalmente, por meio de grandes gotículas respiratórias, que geralmente não podem viajar mais do que alguns metros, portanto, seria necessário um contato pessoal prolongado.
Especialistas da saúde pedem atenção para contato com pessoas feridas e relações sexuais sem camisinha.



