Entre infartos, falências e suicídios: os 30 anos do confisco da poupança. Agora, Fernando Collor pede perdão

Após 30 anos do anúncio do bloqueio dos ativos, ex-presidente pede perdão aos brasileiros e diz que errou tentando acertar

Collor pede perdão aos brasileiros por confisco da poupança em 1990

Collor pede perdão aos brasileiros por confisco da poupança em 1990

Antônio Cruz/EBC

Em sua conta no Twitter, o ex-presidente Fernando Collor pediu desculpas aos brasileiros pelo confisco das poupanças anunciado em 16 de março de 1990. 

“Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!”, iniciou Collor.

“Os mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome. O Brasil estava no limite! Durante a preparação das medidas iniciais do meu governo, tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco. Sabia que arriscava ali perder a minha popularidade e até mesmo a Presidência, mas eliminar a hiperinflação era o objetivo central do meu governo e também do País. Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos. Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros”, defendeu.

Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!

Fonte: R7

Nota da redação/SOS BRASÍLIA

Muita gente perdeu a vida por causa desse confisco. Poupanças guardadas a sete chaves desapareceram. Fernando Collor de Melo, covardemente, mandou Zélia Cardoso, então ministra de seu governo, esvaziar os cofres do povo pobre. Os ricos sobreviveram, mas muita gente perdeu tudo, alguns perderam a vida.

Agora, 30 anos depois, Collor pede perdão. Para ser perdoado, suponho, terá que acender uma vela e rezar um terço para cada pessoa que perdeu a vida. Quem sabe as “almas” prejudicadas possam lhe conceder o perdão?

Ricardo Noronha/da redação SOS BRASILIA

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