A semana começa com a expectativa da definição de um nome para a Presidência do Banco do Brasil (BB).
O Presidente Bolsonaro, que ficou curado da covid-19 no sábado, volta hoje ao Palácio do Planalto. Pretende se envolver intensamente na escolha desse executivo.
No fim de semana, o Banco do Brasil divulgou nota com o título de ‘Fato Relevante’, anunciando o pedido de demissão do presidente Rubem de Freitas Novaes, que pode permanecer no cargo até agosto, mas decidiu sair por motivos particulares.
O Ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre o assunto. Disse que defende a escolha de um dirigente “mais jovem e dinâmico”, que “aguente o tranco”, para assumir a Presidência do Banco do Brasil.
Ele acha que o cargo requer um presidente disposto a encarar as inovações do sistema financeiro e também a pressão política de Brasília.
Porém, segue com vários nomes na mesa, sem nenhum deles em destaque por enquanto.
NÚMEROS – Como costuma acontecer, o número oficial de novas mortes pela covid-19 cai no Brasil aos domingos, por causa de subnotificações dos estados.
Ontem, foram registrados 555 óbitos, elevando o total nacional a 87.004.
Os estados com mais registro de mortes por covid-19 são: São Paulo (21.606), Rio de Janeiro (12.835), Ceará (7.493), Pernambuco (6.352) e Pará (5.716).
Aqueles com menor número de óbitos pela pandemia são: Mato Grosso do Sul (305), Tocantins (346), Roraima (473), Acre (486) e Amapá (554).
MOTOS – Presidente Bolsonaro prometeu a um grupo de apoiadores que os contratos futuros de concessões de rodovias não irão cobrar pedágio de motociclistas. Disse já ter dado essa diretriz ao Ministério da Infraestrutura.
STJ – Presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ministro Luiz Otávio Noronha, foi diagnosticado com covid-19.
Vai permanecer trabalhando em home office.
Eduardo Leite, Governador do Rio Grande do Sul, também está com covid-19.
IMPEACHMENT – Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afastou especulações, ao afirmar que vai segurar em sua gaveta todos os pedidos de impeachment de Jair Bolsonaro. Segundo ele, não é o momento para tratar de um pedido dessa natureza.
Se algum dos pedidos sair da gaveta, será somente após a emergência da pandemia. “E desde que haja convicção de que há um crime de responsabilidade”, explicou o deputado, que tem essa prerrogativa.
FESTAS – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou o adiamento do Carnaval e o cancelamento de eventos tradicionais, como a Marcha para Jesus e a Parada LGBTQI+, por causa da pandemia. Antes, ele já havia suspendido o Reveillon.
No Rio, a Prefeitura discute fórmula alternativa de Reveillon, que mantenha queima de fogos e prestigie os hotéis, com medidas de cuidado contra a contaminação dos hóspedes.
F1 – O Brasil não terá Fórmula 1 este ano.
O GP de Interlagos, em São Paulo, foi cancelado oficialmente, pelo temor com a pandemia, assim como as provas dos EUA, México e Canadá.
CONFIANÇA – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 7,7 pontos na passagem de junho para julho deste ano.
Com essa, que foi a terceira alta consecutiva, o indicador chegou a 78,8 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.
INFLAÇÃO – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a prévia da inflação oficial, registrou taxa de 0,30% em julho deste ano. Informação do IBGE.
A taxa é superior ao 0,02% do IPCA-15 de junho deste ano e do 0,09% de julho do ano passado.
O IPCA-15 acumula taxas de inflação de 0,67% no ano e de 2,13% no período de 12 meses.
Entre os produtos que tiveram inflação no período, estão gasolina (4,47%), etanol (4,92%) e óleo diesel (2,50%).
GASOLINA – Litro da gasolina ultrapassa R$ 4,20 em algumas das principais cidades brasileiras.
Revendedores de combustíveis reclamam que pagam de 28% a 30% de ICMS sobre o produto.
SANEAMENTO – O PDT acionou o Supremo Tribunal para questionar a validade de dispositivos do Novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020).
Segundo o partido, as novas regras induzem as empresas privadas de saneamento e de fornecimento de água a participar de concorrências apenas em municípios superavitários.
ECONOMIA – Na sexta-feira (25), o dólar fechou o dia em R$ 5,207. Na semana passada, a moeda americana perdeu 3,26%.
O índice Ibovespa ficou em 102.382 pontos.
Analistas preveem que a Bolsa de Valores seja impactada hoje por causa de incertezas em torno do Banco do Brasil.
(Renato Riella)
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*Nota de esclarecimento
(Ministério da Defesa)
O Ministério da Defesa (MD) esclarece que a matéria “Além de postos no governo, militares ocupam cargos em conselhos de administração de estatais”, publicada no Jornal O Globo, em 26 de julho, contém uma série de equívocos e omissões, que podem conduzir o leitor à desinformação. Inicialmente, cabe destacar que está absolutamente equivocada a informação de que existiriam 6 mil militares ocupando postos civis no governo. Conforme esclarecido, repetidas vezes, dos cargos no governo ocupados por militares, 2.800 militares são cargos de natureza militar, em especial no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e no MD, conforme ocorre, historicamente, em todos os governos. Além disso, recentemente, cerca de 2.000 militares da reserva foram contratados para prestação de tarefa por tempo certo (temporária) no INSS, para permitir acelerar os processos, reduzindo o tempo de espera dos segurados, de acordo com o Decreto nº 10.210/2020. Os demais são militares, em sua maior parte, da reserva, que foram designados para cargos de confiança na administração, como qualquer cidadão idôneo.
No que se refere às empresas estatais, vincularas ao MD, cabe ressaltar que a IMBEL, a EMGEPRON e a AMAZUL são empresas públicas criadas, respectivamente, em 1975, 1982 e 2012, com finalidades específicas que visam gerenciar e fortalecer setores estratégicos de Defesa no País. A participação de militares, da ativa e da reserva, nos respectivos conselhos é, portanto, natural e cumpre os requisitos técnicos e o ordenamento jurídico vigente, ocorrendo, historicamente, desde as criações das respectivas empresas, não tendo havido qualquer modificação no governo atual. Em suma, essas empresas não foram criadas no governo do Presidente Jair Bolsonaro, tampouco estão sendo, em hipótese alguma, desvirtuadas.
Nas demais empresas, todos os militares, que eventualmente possuem participação nos conselhos de administração, também foram nomeados cumprindo todos os preceitos legais. Na realidade, constituem número muito reduzido de militares, conforme a própria matéria constatou, ao identificar um total de apenas 15 (quinze) militares nos conselhos de administração de empresas não diretamente relacionadas à defesa. Além disso, as participações desses militares também cumprem rigorosamente o ordenamento jurídico vigente.
No Conselho de Administração da Petrobras, por exemplo, o atual presidente do Conselho de Administração da Petrobras, foi eleito para o cargo, cumprindo o previsto nos procedimentos administrativos daquela empresa.
Cabe esclarecer, ainda, que, diferentemente do que diz a reportagem, o Ministro de Minas e Energia, é oficial da reserva da Marinha, conforme é de amplo conhecimento, inclusive em matéria veiculada, anteriormente, no próprio jornal O Globo.
Adicionalmente, a matéria também comete outro equívoco ao indicar como oficial da reserva, profissional liberal, que realizou serviço militar como oficial na Marinha há mais de 40 anos, não possuindo, desde então, qualquer vínculo remuneratório com a instituição.
Com relação aos proventos dos militares da reserva, que ainda não foram publicados no Portal da Transparência, o MD informou em nota, enviada em 25 de julho, ao Jornal O Globo, que a Controladoria Geral da União, a quem compete gerir o aludido portal, prevê a publicação dos mencionados proventos, a partir de agosto de 2020. Porém, infelizmente, essa informação foi omitida na reportagem.
Está também absolutamente equivocada a informação de que a reestruturação da carreira dos militares representaria despesa de R$ 86,85 bilhões em dez anos. Ao contrário, a referida reestruturação é autossustentável e superavitária, representando, na realidade economia de R$ 10 bilhões em dez anos. A referida reestruturação foi aprovada pela Lei nº 13.954/2019, após amplo debate nas duas casas do Congresso Nacional, nos quais todos os aspectos foram analisados.
Finalmente, a matéria também se equivoca ao classificar as obras de infraestrutura que estão sendo realizadas pelo Exército como ganhos dos militares. Na realidade, tais obras, muito mais que ganhos, trazem importantes ônus para a força. Além disso, representam a busca do governo por soluções para a conclusão de obras, que se encontravam paradas nos governos anteriores, pelos mais diversos motivos. A realização de tais obras pelo Exército tem representado significativa economia para a sociedade.
Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Defesa
Fonte: Blogdoriella.com.br



