O Amazonas enfrenta uma nova onda de incêndios florestais em outubro, com mais de 1,9 mil focos identificados no estado neste mês. A fumaça atinge Manaus e municípios como Autazes, Itacoatiara, Parintins e Careiro da Várzea, provocando suspensão de aulas, aumento de atendimentos respiratórios e risco a comunidades tradicionais e áreas de floresta.
O governo federal anunciou o reforço das operações com a instalação de um Estado-Maior Conjunto em Manaus para coordenar Exército, Marinha e Aeronáutica. Dezesseis aeronaves estão disponíveis para ações de combate e logística. Nas cinco jornadas anteriores ao anúncio, as operações aéreas acumularam mais de 300 horas de voo e lançaram cerca de 800 mil litros de água.
Também está prevista para terça-feira a instalação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde na capital amazonense. A estrutura deve apoiar a resposta a problemas respiratórios e outras demandas de saúde relacionadas à fumaça. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já disponibilizou R$ 14 milhões ao estado e analisa planos de trabalho municipais que somam quase R$ 100 milhões.
A origem dos incêndios está sob investigação. Autoridades federais e estaduais apontam indícios de ação humana e possível coordenação criminosa, com perícias em campo e análise de imagens. Até o momento, porém, não há conclusão pública que identifique todos os responsáveis ou comprove a atuação de uma organização única. A apuração corre em paralelo ao combate às chamas e à assistência à população.
No Distrito Federal, o Corpo de Bombeiros atendeu 12 ocorrências de incêndio em vegetação no domingo, até as 18h. Sobradinho concentrou o maior número de registros. Mesmo depois das chuvas recentes, a presença de vegetação seca mantém o risco de propagação, principalmente em áreas próximas a terrenos, estradas e regiões de proteção ambiental.
Os incêndios em vegetação ameaçam fauna e flora, elevam a concentração de material particulado no ar e podem exigir o deslocamento de equipes que também atendem outras emergências. Em áreas urbanas, o fogo pode alcançar residências, comércios e redes de energia.
A orientação para a população do DF é não usar fogo para limpar terrenos, queimar lixo ou descartar resíduos. Ao perceber fumaça ou chamas em área de vegetação, a recomendação é ligar imediatamente para o 193 e informar o local com o máximo de referências possível. Em caso de mal-estar respiratório, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças pré-existentes, deve-se procurar atendimento de saúde.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque



