A coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparece à frente na apuração parcial das eleições parlamentares de Israel, realizadas nesta terça-feira (27). Com 66% das urnas apuradas até a madrugada desta quarta-feira (28), o bloco de Netanyahu soma 54 das 120 cadeiras do Parlamento, contra 48 do bloco de oposição e 18 dos partidos árabes, segundo dados parciais da Comissão Eleitoral Central do país. A contagem segue em andamento, os números podem variar até o resultado final e, por ora, nenhum dos blocos tem as 61 cadeiras necessárias para formar maioria.
A participação chegou a 77,7%, a maior desde 1999, na primeira eleição israelense desde os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 e das guerras em Gaza, no Líbano e contra o Irã. As pesquisas de boca de urna haviam indicado um cenário ainda mais apertado, com os dois principais blocos tecnicamente empatados e sem maioria clara.
Em discurso, Netanyahu afirmou que o Likud é o maior partido do país e prometeu formar um governo “forte de direita”, declarando que Israel teria, junto aos Estados Unidos, “uma oportunidade única” de eliminar a ameaça do Irã. O principal rival, Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas e líder do partido Yashar, disse que os resultados iniciais indicam falta de confiança no premiê e prometeu trabalhar para substituí-lo.
O próximo governo dependerá de negociações: os israelenses votam em listas partidárias, e o presidente Isaac Herzog encarregará um parlamentar de tentar formar uma coalizão, com prazo de 28 dias, prorrogáveis por mais 14. Até que um novo gabinete obtenha a confiança do Parlamento, Netanyahu permanece no cargo.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




