Previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial da inflação no Brasil, caiu para 3,91% em 2026. É a sétima semana seguida de queda desse índice.
A estimativa está no boletim semanal Focus, do Banco Central (BC), com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. A inflação prevista está abaixo do teto da meta, que é 4,5%.
Para 2027, a projeção da inflação se manteve em 3,8%.
A estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica de juros Selic foi reduzida para 12,13% ao ano até o final de 2026, diante da queda da inflação.
Para 2027, a previsão é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano.
A estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou para 1,82%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) ficou em 1,8%.
A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano.
CAIXA E BRB – Site MoneyTimes afirma que a Caixa Econômica Federal negocia a compra de carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB).
Há a possibilidade de a Caixa adquirir carteiras originadas pelo próprio BRB, que tenta reforçar a sua liquidez, combalida pela necessidade de provisionar ao menos R$ 5 bilhões por causa de perdas esperadas com ativos do Banco Master.
A cúpula da Caixa não descarta que as discussões evoluam para outras frentes. Uma alternativa é a participação do banco federal em um consórcio que viabilizaria empréstimo para que o Governo do DF aporte recursos no BRB.
INQUÉRITO DE FAKE NEWS – Numa surpreendente mudança de posição, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) registrou “extrema preocupação institucional”, com o inquérito das fake news, que corre há sete anos no STF (Supremo Tribunal Federal).
O protesto tem a participação da OAB dos 26 estados e do DF, contrariando o ministro Alexandre de Moraes, que concentra em suas mãos este processo. Ele adota procedimentos considerados extremamente autoritários e destoantes da prática da Justiça.
É considerado pela OAB um “instrumento de exceção” e deve ser reavaliado pelo presidente do STF, Edson Fachin.
ESCALA 6X1 – Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que o custo da redução de jornada de trabalho para 40 horas poderá ser de R$ 178,2 bilhões a R$ 267,2 bilhões por ano. Isso significaria impacto de 7% na folha de pagamentos.
A projeção considerou dois cenários: compensando a redução com horas extras ou com contratações novas.
Segundo a CNI, os impactos serão maiores na indústria da construção e nas micro e pequenas empresas industriais.
Impactos na folha por setores econômicos: Indústria da transformação: de 7,7% a 11,6%; Indústria da construção: de 8,8% a 13,2%; Comércio: entre 8,8% e 12,7%; e Agropecuária: 7,7% e 13,5%.
Nas empresas com mais de 250 empregados, os impactos variam de R$ 27,5 bilhões a R$ 41,4 bilhões, dependendo dos cenários citados.
PREFEITOS – Liderados pela Confederação Nacional dos Municípios, prefeitos de diversas regiões participam hoje de protesto em Brasília contra pautas-bombas do Congresso Nacional, que podem impactar negativamente os cofres municipais.
Entre os temas está o projeto que cria a aposentadoria especial para os ACSs (agentes comunitários de saúde). Aprovada pelo Senado, a proposta pode representar impacto de R$ 100 bilhões aos cofres dos municípios.
PENDURICALHOS – Ministro Gilmar Mendes (STF) determinou que verbas de caráter indenizatório, os chamados penduricalhos, somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.
A decisão define que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devem se restringir à regulamentação do que já estiver previsto em lei, com indicação clara da base de cálculo, do percentual aplicado e do limite máximo do benefício.
Por meio de liminar, o ministro firmou um prazo de 60 dias para que tribunais e Ministérios Públicos estaduais interrompam o pagamento dos penduricalhos com fundamento em leis estaduais.
COREIA – Presidente Lula disse que, “se tudo der certo”, o acordo Mercosul-Coreia do Sul será concluído ainda em 2026. O presidente sul-coreano, Lee Jae-Myeung (Partido Democrata, centro-direita), está “muito interessado” em avançar com as negociações com o bloco sul-americano, que estão travadas desde 2021.
Lula afirmou que convidou o presidente sul-coreano para visitar o Brasil em julho ou agosto deste ano. Nessa eventual agenda, a pauta principal será costurar esse acordo multilateral.
Já foram realizadas 7 rodadas de negociações do acordo Mercosul-Coreia do Sul, que busca reduzir tarifas comerciais entre os países e agilizar processos aduaneiros….
CRISE DO MÉXICO – O mundo acompanhou ontem a situação dramática do México, que mobilizou efetivo de 10 mil militares para tentar restabelecer a segurança no oeste do país, tomado pelo caos, após operação militar que matou um chefão do narcotráfico.
A presidente mexicana, Claudia Scheinbaum, anunciou que o país começa a restabelecer a rotina, ao prestar uma homenagem às forças de segurança pelo envolvimento na captura e morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder máximo do Cartel Jalisco Nueva Generación.
Mais de 60 integrantes das forças de segurança foram mortos pelo crime organizado.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou onbtem em 188.853 pontos, com baixa de 0,88%.
MUNDO
⬇ EUA – Dow Jones: -1,66%
⬇ EUA – Nasdaq: -1,13%
⬇ EUA – S&P 500: -1,04%
⬇ Europa – Euronext: -0,047%
⬇ China – Xangai: -1,26%
⬇ Japão – Nikkei: -1,12%
MOEDAS – FONTE: BC
⬇ Dólar Comercial: R$ 5,16 (-0,14%)
⬇ Dólar Turismo: R$ 5,36 (-0,18%)
⬇ Euro Comercial: R$ 6,09 (-0,04%)
⬇ Euro Turismo: R$ 6,34 (-0,07%)
⬇ Bitcoin: R$ 333,979 (-4,51%).
Por RENATO RIELLA



