Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) divulgou novo teto de preços dos remédios vendidos em farmácias e drogarias, no percentual de 5,06%.
A Lei nº 10.742, de 2003, que trata da regulação do setor farmacêutico, prevê o reajuste anual dos medicamentos.
ALEXANDRE DE MORAES – Está valendo a pressão da opinião pública. Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu regime de prisão domiciliar ao professor aposentado Jaime Junkes, de 69 anos, que tem câncer avançado e foi condenado a pena de 14 anos por participar dos atos do 8 de Janeiro.
E a cabelereira Débora Rodrigues, que pixou a estátua com batom, já está em prisão domiciliar em Paulínea (SP).
Há alguns fatores que levam Alexandre de Moraes a flexibilizar as suas medidas. Um deles é a posição divergente do ministro Luiz Fux. Outro é o temor de que avance esta semana a proposta de anistia na Câmara Federal. Mas certamente a forte manifestação popular nas redes sociais impressiona.
Além disso, o ministro Alexandre de Moraes arquivou a investigação contra o ex-presidente Bolsonaro e o deputado Gutemberg Reis, acusados de fraudar certificados de vacinação da Covid. A Polícia Federal falhou tanto, que não apurou um fato óbvio: o deputado não precisava de cartão falso, pois estava plenamente vacinado.
Uma decisão próxima vem da Procuradoria Geral da República, que analisa decisão do Tribunal de Contas da União, definindo que as joias recebidas de presente por Bolsonaro (e por Lula) não são da União.
Se este processo também for arquivado, só restará a Bolsonaro, no STF, a acusação de tentativa de golpe de estado.
BOLSONARO – 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a condenação do ex-presidente Bolsonaro por propaganda eleitoral irregular nas eleições de 2022, rejeitando recurso contra julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), no caso da reunião com os embaixadores. Assim, Bolsonaro permanece inelegível.
SELEÇÃO – Dorival Júnior não é mais técnico da Seleção Brasileira, após um ano e 16 jogos no cargo, com péssimos resultados. O novo treinador ainda não foi anunciado.
NEGOCIAÇÃO – Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) lançou versão do Sistema de Negociação (Sispar), para facilitar negociação e acompanhamento das dívidas dos contribuintes pessoa física com a União, dentro do portal Regularize.
DESAPARECIDOS – Ministério dos Direitos Humanos e UnB lançaram o Observatório de Desaparecimento de Pessoas no Brasil (Obdes). Em 2024, 66 mil pessoas desapareceram no Brasil.
EMPREGO – Desemprego no Brasil, em fevereiro, subiu para 6,8%, segundo o IBGE.
E rendimento dos trabalhadores chegou ao recorde da série (R$ 3.378), assim como o número de trabalhadores com carteira assinada (39,6 milhões).
A população desocupada chega a 7,5 milhões de pessoas.
A população ocupada está em 102,7 milhões de trabalhadores.
O número de empregados no setor público (12,4 milhões) recuou 3,9% no trimestre. E o contingente de trabalhadores por conta própria (25,9 milhões) ficou estável.
Taxa de informalidade é de 38,1% da população ocupada (ou 39,1 milhões de trabalhadores informais).
CARTEIRA ASSINADA – Brasil terminou o mês de fevereiro com saldo recorde de 432 mil brasileiros trabalhando com carteira assinada, resultado de 2,57 milhões de admissões e de 2,14 milhões de desligamentos, segundo dados do Ministério do Trabalho.
Em 2025, o Brasil acumula meio milhão de novas vagas formais: 576 mil no bimestre.
Número total de pessoas com vínculo formal trabalhando chegou a 47,78 milhões no mês passado, crescimento de 0,91% em relação ao mês anterior.
IMPOSTOS – Prévia da carga tributária no Brasil (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 32,32% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, segundo o Tesouro Nacional. Em 2023, o mesmo indicador tinha atingido 30,26%, diferença de 2,06 pontos percentuais.
O principal fator foi o crescimento da economia, que aumentou a arrecadação dos tributos sobre bens e serviços em 0,81 ponto percentual do PIB em nível federal no ano passado. Somente a arrecadação da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), tributo diretamente ligado às vendas, subiu 0,42 ponto.
No caso da alta do dólar, os preços mais caros das mercadorias importadas ajudaram a reforçar a arrecadação do Programa de Integração Social (PIS), da Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). O fim da isenção de PIS/Cofins sobre o diesel e o gás de cozinha, que voltaram às alíquotas normais em janeiro de 2024, também influencipu a comparação.
Outro fator que ajudou a elevar a carga tributária foi o aumento de 0,5 ponto percentual do PIB na arrecadação de tributos relacionados à renda, ao lucro e a ganhos de capital. A principal medida foi a tributação dos fundos exclusivos e das offshores, empresas de investimento no exterior, que entrou em vigor no fim de 2023..
Em 2024, a arrecadação de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) subiu 0,38 ponto percentual do PIB. As receitas com a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) avançaram 0,06 ponto percentual.
Em âmbito estadual, a receita do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo que mais arrecada no Brasil, aumentou 0,46 ponto percentual do PIB em 2024. Isso se deve ao fim da desoneração sobre combustíveis e à recuperação da economia, que impulsionou as vendas.
Na esfera municipal, a receita do Imposto sobre Serviços (ISS) subiu 0,09 ponto percentual do PIB, impulsionada pelo crescimento de 3,1% no volume de serviços em 2024.
DÍVIDA PÚBLICA – As emissões mensais recorde e o baixo volume de vencimentos de títulos fizeram a Dívida Pública Federal (DPF) subir em fevereiro. Segundo o Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 7,253 trilhões em janeiro para R$ 7,492 trilhões no mês passado, com alta de 3,3%.
Em junho do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 7 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o estoque da DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,1 trilhões e R$ 8,5 trilhões.
CAOS DO RIO
Situação no Rio de Janeiro só faz piorar. Instituto de Segurança Pública (ISP) publicou índices de criminalidade de fevereiro de 2025.
Na comparação com o mesmo mês de 2024, ocorreu aumento dos casos de homicídios, de roubos de veículo, de pedestres e, principalmente, de carga,
O furto de cargas em caminhões registrou aumento de 99%. Em fevereiro deste ano, foram 319 roubos, diante de 160 registrado em 2024.
A apreensão de fuzis, consideradas armas de guerra, teve redução. Foram 59 fuzis retirados das mãos do crime organizado contra 66 fuzis apreendidos no ano passado.
Os homicídios dolosos, quando há a intenção de matar, de acordo com os números do ISP, aumentaram 2%. Foram 243 vítimas em fevereiro de 2025, contra 238 no mesmo período do ano passado.
Roubos de carros cresceram em fevereiro de 2025, com 2.435 registros em todo estado do Rio. Em 2024 foram roubados 2.036 veículos, um aumento de 20% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Os roubos a pedestres tiveram um aumento de 6%. Em fevereiro deste ano foram registrados 4.995 casos nas delegacias policiais contra 4.724 casos, em 2024.
ENERGIA – Consumidor não pagará cobrança extra sobre a conta de luz em abril. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde para o próximo mês. A conta de luz está sem essas taxas desde dezembro.
MILITARES – Governo Federal reajustou os salários pagos aos militares das Forças Armadas.
Medida provisória prevê reajuste de 9%, dividido em 4,5% para 2025 e igual percentual para 2026, após a entrada em vigor da Lei Orçamentária Anual de 2025, que ainda aguarda sanção pelo Presidente Lula.
Orçamento deste ano prevê limite de R$ 3 bilhões para aumentos de remuneração de cargos, funções e gratificações, no âmbito das Forças Armadas.
O soldo dos militares se refere aos vencimentos básicos, e os valores variam conforme a graduação e o posto ocupado. A maior remuneração é paga aos almirantes de esquadra, aos generais de Exército e aos tenentes-brigadeiro do ar. O salário dessas patentes passará de R$ 13.471 para R$ 14.077 em 1º de abril.
ICMS – Com aumento do ICMS nas compras on-line feitas em plataformas como Shein e AliExpress, a partir de amanhã (1º), 10 unidades da Federação serão impactadas.
TRUMP – Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode tentar terceiro mandato, desafiando a regra constitucional.
“Não estou brincando”, respondeu Trump. “Existem métodos pelos quais isso pode ser feito”, disse ele.
HADDAD – Transição ecológica e reforma do G20 (grupo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana) serão foco da viagem do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, à França, que segue até quarta-feira (2). Tem como objetivo restaurar o diálogo econômico entre o Brasil e a França, e preparar a viagem que o Presidente Lula fará ao país em junho.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou em 131.902 pontos na sexta-feira (28), com baixa de 0,93%.
MOEDAS – FONTE: BC
Dólar Comercial: R$ 5,75 (+0,13%)
Dólar Turismo: R$ 5,99 (+0,25%)
Euro Comercial: R$ 6,23 (+0,43%)
Euro Turismo: R$ 6,50 (+0,58%)
Bitcoin: R$ 482.761 (-3,76%)
PESQUISA DO DF
Paraná Pesquisas confirma favoritismo de Celina Leão (PP) na disputa pelo Governo do Distrito Federal.
Na pesquisa divulgada pelo site Diário do Poder, a atual Vice-Governadora Celina Leão lidera com 36,6%, acima de Izalci Lucas (PL), com 11,3%, ou os 11,2% do candidato de esquerda Leandro Grassi (PV).
Na disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado, dois nomes impressionam: Michelle Bolsonaro tem 42,9% Ibaneis Rocha, 36,9%.
Também são mencionados a distrital Paula Belmonte, que aparece em 4º lugar, com 7,6%, o ativista do Partido Comunista do Brasil Ricardo Capelli com 5,8% e o distrital Eduardo Pedrosa (União), com 5,4%.
Paraná Pesquisas mostra 62% de aprovação do Governo de Ibaneis Rocha, com 33,9% de desaprovação.
No total, 42,8% dos eleitores consideram a administração de Ibaneis Ótima (11,2%) ou Boa (31,6%), enquanto 29,6% a consideram Regular. E são 26,4% os entrevistados que avaliam negativamente o governo do DF, com 8,6% como Ruim e 17,8% de Péssima.
Levantamento do Paraná Pesquisas foi realizado entre os dias 21 e 25 de março.



