R$ 41 bilhões desviados pelo Banco Master serão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), para indenizar 1,6 milhão de investidores.
O pagamento deve abranger investidores que tinham Certificados de Depósito Bancário (CDBs) no Banco Master, liquidado pelo Banco Central. A previsão é que os ressarcimentos tenham início em até duas semanas.
O saldo médio é de R$ 25 mil por CPF, respeitado o limite de cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.
Criado e mantido pelos próprios bancos, o FGC funciona como mecanismo de segurança que devolve seus depósitos e investimentos caso a instituição onde houve a aplicação enfrente insolvência ou quebre.
TCU E BC – Presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo, afirmou que o Banco Central (BC) reconheceu a competência do órgão de controle para fiscalizar o processo de liquidação do Banco Master e concordou com a realização de uma inspeção técnica.
A declaração foi dada após reunião com o presidente do BC, Gabriel Galípolo.
Segundo Vital, o encontro serviu para afastar qualquer dúvida sobre as atribuições do Tribunal. “A grande narrativa era se o TCU tinha competência para isso. Hoje, isso foi desmarcado. O próprio Banco Central reconheceu que o TCU é o fiscal de segunda ordem.”
“O Banco Central quer o selo de qualidade do Tribunal de Contas da União. Quer a segurança jurídica que o TCU pode oferecer”, destacou.
TCU e Banco Central irão definir, nos próximos dias, um calendário de trabalho entre as unidades técnicas das duas instituições para dar andamento à inspeção.
INFLAÇÃO – Mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para 2026.
De acordo com o Boletim Focus, do Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%, abaixo do teto da meta de 4,5%.
Os demais índices do Boletim Focus se mantiveram estáveis.
No caso do Produto Interno Bruto (PIB), o mercado projeta que a economia do Brasil crescerá 1,80% em 2026.
Com relação ao câmbio, as projeções do mercado permanecem estáveis há 13 semanas consecutivos, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50.
A taxa básica de juros (Selic) poderá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro.
Para 2027, juros de 10,50 ao ano.
ENEM – Inep divulgará resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 no dia 16.
Notas individuais estarão disponíveis na Página do Participante, onde será possível conferir tanto a nota da redação (que varia de zero a mil pontos), quanto a pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas.
HIV-1 – Anvisa aprovou indicação para o medicamento Sunlenca (lenacapavir), que passa a ser utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo HIV-1 por via sexual.
IMÓVEIS – Presidente Lula sancionou lei que altera a destinação de bens imóveis públicos ociosos em áreas urbanas.
A legislação abrange áreas ocupadas por famílias de baixa renda e imóveis já utilizados por órgãos federais.
CALOR – Rio de Janeiro registrou 1.597 atendimentos na rede de saúde de pessoas que passaram mal devido ao calor entre os dias 1º e 11 de janeiro, com temperatura de até 40 graus.
TARIFAS – Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre transações a países que fazem negócios com o Irã.
Nos últimos dias, ele tem feito ameaças de ações militares para conter a repressão a protestos que tomaram as ruas iranianas.
“Com efeito imediato, qualquer país que faça negócios com a República Islâmica do Irã irá pagar uma tarifa de 25% em todo e qualquer transação com os Estados Unidos. Essa ordem é final e conclusiva”, informou.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, o Brasil exportou US$ 2,9 bilhões ao Irã e importou US$ 84 milhões. Alguns dos produtos mais exportados são milho, soja, açúcar e produtos de confeitaria.
Já na importação, o Brasil comprou fertilizantes, adubos, pistácios e uvas secas.
SIMPLES – Empreendedores que desejam aderir ao Simples Nacional têm até o dia 31 para fazer o pedido. A medida também vale para empresas excluídas que desejam retornar ao regime de tributação. Os contribuintes que estão no Simples Nacional e não foram excluídos seguem automaticamente no sistema.
EXPORTAÇÃO – Petróleo bruto foi o principal item brasileiro exportado em 2025, com valor vendido de US$ 44,67 bilhões.
O produto foi poupado da taxação adicional de 40% dos EUA. Mesmo assim, houve uma queda de 0,7% das exportações dessa mercadoria em relação a 2024, quando o valor negociado somou US$ 44,96 bilhões.
Pelo segundo ano seguido, o petróleo bruto lidera a pauta exportadora do Brasil. Houve uma desvalorização superior a 18% do preço do petróleo tipo brent, utilizado como referência mundial. Em novembro, a produção de petróleo no Brasil foi de 3,773 milhões de barris por dia. Representou alta de 13,9% ante o mesmo mês de 2024.
PRECATÓRIOS – Tesouro Nacional estima que o ápice das despesas com precatórios fora da meta fiscal ocorrerá em 2028, com o pagamento de R$ 98,7 bilhões. Depois, os valores fora do limite passarão a cair, até zerarem em 2036. Para 2026, a previsão é gastar R$ 57,8 bilhões.
Precatórios são dívidas dos governos decorrentes de decisões judiciais. Uma emenda à Constituição promulgada no ano passado retirou esses pagamentos do cálculo de resultado primário do governo, com uma inclusão gradual a partir de 2027.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 163.150 pontos, com baixa de 0,13%.
MUNDO
⬆ EUA – Dow Jones: +0,17%
⬆ EUA – Nasdaq: +0,26%
⬆ EUA – S&P 500: +0,16%
⬆ Europa – Euronext: +0,092%
⬆ China – Xangai: +1,09%
⬆ Japão – Nikkei: +1,61%
MOEDAS
⬆ Dólar Comercial: R$ 5,37 (+0,12%)
⬆ Dólar Turismo: R$ 5,57 (+0,10%)
⬆ Euro Comercial: R$ 6,26 (+0,44%)
⬆ Euro Turismo: R$ 6,52 (+0,42%)
⬆ Bitcoin: R$ 490.588 (+0,88%)



