Entidades alertam que alta demanda gerou redução dos insumos; uso de oxigênio cresceu 54%
Redação SOS Brasília
Dois medicamentos usados na entubação de pacientes, na rede pública do Distrito Federal, estão com estoque zerado, segundo dados da Secretaria de Saúde, atualizados na madrugada desta quarta-feira (17). Entre 25 produtos monitorados, 36% acabaram ou estão em quantidade insuficiente para um mês.
A redução dos insumos é um dos alertas que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) fez nesta terça (16), ao comentar os impactos do aumento de internações nas unidades de saúde, após o avanço da Covid-19. Além da insuficiência de medicamentos, a demanda por oxigênio cresceu 54% em Brasília
Segundo a Secretaria de Saúde, “aqueles medicamentos que estão com estoque reduzido ou sem estoque possuem processo de aquisição em andamento”. A pasta afirma ainda que eles podem ser substituídos por outros que estão disponíveis.
Um dos medicamentos em falta no estoque é o Propofol, um anestésico geral de curta duração. Outro que acabou é o Vecurônio, relaxante muscular, que serve para facilitar a introdução de um tubo na traqueia, quando o paciente precisa ser entubado.
Segundo o médico intensivista Alexandre Amaral, os remédios usados na entubação “causam o relaxamento profundo na musculatura do tórax e do abdômen fazendo com que haja uma melhor ventilação no paciente”. Ainda de acordo com o especialista, o tratamento sem os medicamentos “acarreta um prejuízo muito grande e um possível desfecho de aumento de mortalidade nos doentes”.



