Mulher acusada de atear fogo em companheira vai a júri popular no DF

Wanessa Pereira de Souza responde por feminicídio e está presa desde setembro de 2019. Data do julgamento não foi marcada

A acusada de matar Tatiana Luz da Costa Faria, de 35 anos, vai ser submetida a um júri popular. A Justiça do Distrito Federal entendeu que existem indícios suficientes para que Wanessa Pereira de Souza seja julgada pelos crimes de homicídio triplamente qualificado – por feminicídio, motivo fútil e emprego de fogo.

Segundo as investigações, Wanessa Pereira ateou fogo na companheira após uma discussão, em um apartamento em Santa Maria, em setembro do ano passado.

A sentença de pronúncia é do juiz Germano Oliveira Henrique de Holanda e foi publicada na sexta-feira (30). Na decisão, o magistrado determinou que a acusada permaneça presa porque “continua a ser de rigor garantir a ordem pública, dada a periculosidade da pronunciada”. Ainda não há data para o julgamento.

Até a última atualização desta reportagem, o G1 não havia localizado a defesa da acusada.

O crime

Tatiana Luz teve 90% do corpo queimado e morreu no dia 30 de setembro. — Foto: Arquivo pessoal

Tatiana Luz teve 90% do corpo queimado e morreu no dia 30 de setembro. — Foto: Arquivo pessoal

O crime ocorreu em 23 de setembro do ano passado. À ocasião, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a uma ocorrência de incêndio em apartamento.

No local, os militares encontraram o fogo já controlado e as duas mulheres feridas. A acusada, Wanessa Pereira, ficou com 40% do corpo queimado. Ela foi presa em flagrante, no hospital.

Tatiana Luz teve 90% do corpo queimado e morreu no dia 30 de setembro de 2019. Ela ficou internada sete dias no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), mas sofreu sete paradas cardíacas e não resistiu aos ferimentos.

Como e onde denunciar violência contra mulheres?

Em meio à pandemia ao novo coronavírus, a Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) tem canais de atendimento que funcionam 24h. As denúncias e registros de ocorrências podem ser feitos pelos seguintes meios:

Delegacias – que são consideradas serviço essencial – continuam funcionando normalmente. Trinta delas atendem em regime de plantão ininterrupto de 24h.

O DF tem duas Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na Asa Sul e em Ceilândia, mas os casos podem ser denunciados em qualquer unidade.

Delegacia de Atendimento à Mulher no Distrito Federal  — Foto: TV Globo/Reprodução

Delegacia de Atendimento à Mulher no Distrito Federal — Foto: TV Globo/Reprodução

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), também recebe denúncias e acompanha os inquéritos policiais, auxiliando no pedido de medida protetiva na Justiça.

Em casos de flagrante, qualquer pessoa pode pedir o socorro da polícia, seja testemunha ou vítima.

  • Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM)
    Endereço: EQS 204/205, Asa Sul, Brasília
    Telefones: (61) 3207-6195 e (61) 3207-6212
  • Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II)
    Endereço: QNM 2, Conjunto G, Área Especial, Ceilândia Centro
    Telefone: (61) 3207-7391
  • Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT)
    Endereço: Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2, Sala 144, Sede do MPDFT
    Telefones: (61) 3343-6086 e (61) 3343-9625
  • Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid) da Polícia Militar
    Contato: 3190-5291
  • Central de Atendimento à Mulher do Governo Federal
    Contato: 180

Fonte: Afonso Ferreira – G1DF

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