Governo avança para incluir PrEP injetável contra o HIV no SUS

Por: Redação SOS

Da Redação 

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode passar a oferecer, ainda este ano, uma nova modalidade de profilaxia pré-exposição (PrEP) para prevenção do HIV. O Ministério da Saúde vai encaminhar, na próxima semana, o pedido de incorporação do carbotegravir à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O medicamento é aplicado por injeção a cada dois meses, oferecendo proteção prolongada contra o vírus.

A Conitec analisará a eficácia, a segurança e o custo-benefício da tecnologia antes de emitir uma recomendação. A decisão final sobre a incorporação caberá ao Ministério da Saúde.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo negocia com a farmacêutica GSK o preço final e a quantidade de doses que serão adquiridas. De acordo com ele, a empresa apresentou uma proposta com valor considerado adequado para a rede pública.

Padilha também informou que o governo optou pelo carbotegravir após descartar o lenacapavir, medicamento que oferece proteção por até seis meses. Segundo o ministro, o custo apresentado pela fabricante foi considerado inviável para o SUS.

PrEP injetável pode aumentar adesão

Atualmente, o SUS já oferece gratuitamente a PrEP oral, que deve ser tomada diariamente. Mais de 350 mil pessoas já utilizaram a estratégia de prevenção.

A principal vantagem da versão injetável é facilitar a adesão ao tratamento, já que elimina a necessidade do uso diário dos comprimidos.

Um estudo da Fiocruz, realizado com 1,4 mil participantes em seis cidades brasileiras, mostrou que 83% dos voluntários preferiram a aplicação injetável. Além disso, 94% receberam as doses dentro do prazo previsto, e nenhum participante foi infectado pelo HIV durante o acompanhamento.

Outro estudo, divulgado pelas farmacêuticas ViiV Healthcare e GSK, apontou taxa anual de infecção de apenas 0,1%entre usuários do carbotegravir, reforçando a eficácia do medicamento na prevenção do HIV.

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