No DF, campanha lembra que cuidar da saúde mental é uma atitude para todos os dias – enfrentando o sofrimento emocional e quebrando tabus
Da Redação
Setembro Amarelo é um lembrete de que cuidar da saúde mental não deve acontecer apenas neste mês, mas todos os dias do ano. Por isso, em vez de criar novas campanhas, o foco tem sido fortalecer os serviços de atendimento e orientar a população sobre onde encontrar ajuda.
“O sofrimento mental ainda é cercado de estereótipos, mas faz parte da vida”, explica Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). “Todos passam por altos e baixos. No entanto, quando esse sofrimento começa a afetar o sono, o trabalho, os estudos ou os relacionamentos, é hora de buscar apoio. Precisamos entender que se trata de um problema de saúde como qualquer outro.”
Segundo ela, a intensidade do sofrimento é o que determina onde a pessoa deve procurar atendimento. Em geral, as 175 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) são a principal porta de entrada para quem está enfrentando dificuldades emocionais. “Qualquer pessoa pode procurar a equipe de Saúde da Família e relatar mudanças no sono ou no estado emocional. O médico da família avalia a situação e faz o encaminhamento necessário”, afirma.
Além do atendimento clínico, as UBSs também oferecem Práticas Integrativas em Saúde (PIS), como acupuntura, meditação, reiki, yoga e outras técnicas que ajudam no controle do estresse e promovem bem-estar.



