Vacinação contra o pneumococo: veja quem deve receber as vacinas e como funciona a transição para a pneumo 20

Por: Redação SOS

Imunização ajuda a prevenir doenças como pneumonia, meningite, otite e sepse

No DF, indicação das doses depende da idade, condições de saúde e histórico vacinal

A vacinação contra o pneumococo, bactéria conhecida como Streptococcus pneumoniae, é uma das principais estratégias para reduzir o risco de doenças que podem variar de infecções relativamente comuns, como otite e sinusite, a quadros graves, como pneumonia, meningite e sepse.

No Distrito Federal, a vacinação segue as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e leva em consideração fatores como idade, condição de saúde, grupo prioritário e histórico de doses já recebidas.

Uma mudança importante está em andamento na rede pública: o DF passa por uma transição para o uso da vacina pneumocócica 20-valente, a pneumo 20 (VPC20).

Até que essa mudança seja concluída, os serviços de saúde consideram também os esquemas que utilizaram as vacinas pneumo 10 (VPC10), pneumo 13 (VPC13) e pneumo 23 (VPP23).

Por que a vacina contra o pneumococo é importante?

As infecções provocadas pelo pneumococo podem atingir diferentes partes do organismo. Em determinadas situações, a bactéria pode provocar doenças invasivas e potencialmente graves.

A vacinação contribui para reduzir o risco de complicações, hospitalizações e mortes associadas às doenças pneumocócicas.

Por isso, manter a caderneta atualizada é uma medida importante de proteção individual e coletiva, principalmente entre crianças e pessoas que apresentam maior risco de desenvolver formas graves da infecção.

Pneuomo 23 não é indicada para todos os idosos

Um dos principais pontos de atenção é a indicação da pneumo 23.

De acordo com os critérios do Ministério da Saúde, o imunizante é disponibilizado pelo SUS para grupos específicos.

Entre eles estão idosos com 60 anos ou mais que vivem em instituições fechadas, como lares para idosos, centros geriátricos, hospitais de longa permanência e casas de repouso.

Isso significa que a pneumo 23 não é aplicada de rotina a toda a população idosa que vive em comunidade.

Outro grupo inclui pessoas a partir dos 2 anos de idade que tenham comorbidades ou condições de saúde associadas a maior risco de formas graves da doença pneumocócica.

Nesse grupo podem estar pessoas com imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave e diabetes, entre outras condições previstas nos critérios de indicação.

Quem precisa de avaliação do Crie?

Para pessoas com condições especiais de saúde, a aplicação da pneumo 23 não ocorre automaticamente.

A indicação depende da idade, da condição clínica e das vacinas pneumocócicas recebidas anteriormente, com avaliação e autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie).

Também existe indicação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos de idade que não tenham histórico de vacinação com dose pneumocócica conjugada.

Por isso, quem acredita fazer parte de um dos grupos de indicação especial deve procurar uma unidade de saúde para receber orientação sobre os documentos e procedimentos necessários.

Como funciona a vacinação das crianças?

Na rotina de vacinação infantil, o esquema apresentado atualmente começa aos 2 meses de idade, quando é aplicada uma dose da pneumo 20.

Aos 4 meses, a segunda dose é feita com a pneumo 10.

Já o reforço ocorre aos 12 meses, novamente com a pneumo 20.

A criança que estiver com o esquema atrasado ainda poderá ser vacinada antes de completar 5 anos, até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Nessas situações, a equipe da unidade de saúde verifica as doses registradas na caderneta e define o que ainda precisa ser aplicado.

Crianças que já completaram o esquema básico e o reforço com vacinas pneumocócicas não precisam receber doses adicionais de pneumo 20 pelo SUS.

E quem já tomou pneumo 10, 13 ou 23?

A transição para a pneumo 20 não significa que todas as pessoas que já receberam vacinas contra o pneumococo precisarão começar um novo esquema.

O histórico individual é fundamental.

A rede pública considera as doses anteriormente aplicadas de pneumo 10, pneumo 13 e pneumo 23 para definir a necessidade de novas doses.

Por isso, antes de procurar uma nova aplicação, a recomendação é verificar a situação vacinal com uma equipe de saúde.

Não lembra quando tomou a pneumo 23?

Quem já recebeu a pneumo 23, mas não sabe informar quando as doses foram aplicadas, deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Sempre que possível, é importante levar a caderneta de vacinação, para que os profissionais possam consultar o histórico registrado.

Nos casos de indicação especial, também pode ser necessário apresentar documentação que comprove a condição de saúde.

Pneuomo 20 amplia a proteção

A pneumo 20 é uma vacina conjugada. De acordo com as informações apresentadas pelo programa de vacinação, essa tecnologia favorece uma resposta imunológica mais robusta e a formação de memória imunológica.

O imunizante amplia a proteção contra doenças pneumocócicas invasivas e contribui para reduzir complicações relacionadas à infecção.

A transição para esse imunizante ocorre de forma gradual justamente porque é necessário considerar o histórico de quem já recebeu outras formulações.

Caderneta de vacinação deve ser a primeira consulta

Diante das mudanças no esquema, uma das recomendações mais importantes para a população é evitar decisões baseadas apenas na idade ou na lembrança de doses anteriores.

A caderneta de vacinação ajuda a equipe de saúde a identificar o que já foi aplicado e qual esquema deve ser seguido.

Quando houver dúvida, a melhor alternativa é procurar uma UBS e solicitar a conferência do histórico.

Nos casos que envolvem condições clínicas específicas, a própria equipe poderá orientar sobre a necessidade de avaliação pelo Crie.

Proteção começa com informação

A vacinação contra o pneumococo é uma ferramenta importante para prevenir doenças que podem variar de infecções respiratórias e otites a quadros graves, como pneumonia, meningite e sepse.

Por isso, acompanhar as atualizações do calendário e manter os registros vacinais em dia são atitudes importantes para toda a família.

No Distrito Federal, a transição para a pneumo 20 reforça a necessidade de analisar individualmente cada situação. A vacina indicada para uma pessoa pode não ser a mesma recomendada para outra, especialmente quando há diferenças de idade, condições de saúde ou doses já recebidas.

SERVIÇO — VACINAÇÃO CONTRA O PNEUMOCOCO

Público infantil: esquema começa aos 2 meses, conforme o calendário informado pelo serviço de saúde.

Crianças com esquema atrasado: podem receber as doses necessárias antes dos 5 anos, conforme avaliação do histórico vacinal.

Pneumo 23: indicada para grupos prioritários específicos, incluindo idosos a partir dos 60 anos que vivem em instituições fechadas e pessoas a partir dos 2 anos com determinadas condições de saúde.

Avaliação especial: casos que dependem de indicação diferenciada podem precisar de análise e autorização do Crie.

O que levar: documento de identificação e, sempre que possível, caderneta de vacinação e documentos que comprovem condição de saúde nos casos de indicação especial.

Em caso de dúvida: procure uma UBS para conferir o histórico e receber orientação sobre a necessidade de vacinação.

 

Por Rodrigo Albuquerque

COMPARTILHE AGORA:

Leia também