Megaoperações da Polícia Civil ampliam combate às facções e reforçam cerco ao crime organizado em Goiás

Por: Redação SOS Brasília
FONTE: gazetadoestado

O estado de Goiás voltou a ser palco de uma das maiores ofensivas policiais do país no enfrentamento às facções criminosas, ao tráfico de drogas e aos crimes cibernéticos. Com atuação simultânea em quatro estados brasileiros, as operações Destroyer e Agropix colocaram em prática uma verdadeira força-tarefa coordenada pela Polícia Civil de Goiás, reforçando o endurecimento do combate às organizações criminosas que atuam dentro e fora do território goiano.

As ações, anunciadas pelo vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, mobilizaram dezenas de equipes policiais, setores de inteligência e unidades especializadas para cumprir 185 medidas judiciais entre mandados de prisão, buscas e apreensões, bloqueios financeiros e investigações patrimoniais.

A operação ocorreu em Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina, revelando o alcance interestadual das organizações criminosas investigadas.

Goiás intensifica ofensiva contra facções criminosas

Nos últimos anos, Goiás passou a investir fortemente em inteligência policial, tecnologia e integração entre forças de segurança. O resultado tem sido uma atuação cada vez mais agressiva contra facções ligadas ao tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, golpes eletrônicos e crimes violentos.

Durante o anúncio das operações, Daniel Vilela reforçou o posicionamento do governo estadual em relação ao combate ao crime organizado.

“Goiás seguirá sendo terra de gente de bem. Bandido não se cria e não se criará”, declarou.

Nos bastidores da segurança pública, a avaliação é de que Goiás se consolidou como uma das unidades federativas mais rígidas no enfrentamento às facções criminosas, especialmente após a ampliação das ações integradas entre Polícia Civil, Polícia Militar e setores de inteligência.

Operação Destroyer mira tráfico “delivery” e estrutura financeira das facções

A 7ª fase da Operação Destroyer foi coordenada pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Trindade e teve como foco principal o combate ao tráfico de drogas operado no modelo “delivery”.

Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava motocicletas e veículos para realizar entregas rápidas de entorpecentes em Goiânia, Trindade e São Luís de Montes Belos, funcionando praticamente como um sistema logístico profissional.

A operação cumpriu:

  • 20 mandados de prisão;
  • 20 mandados de busca e apreensão;
  • bloqueios financeiros;
  • ações de inteligência contra operadores ligados às facções.

Os investigadores apontam que o grupo mantinha uma estrutura organizada de cobrança, distribuição e movimentação financeira, utilizando mecanismos sofisticados para dificultar o rastreamento policial.

Além do tráfico, a investigação também apura lavagem de dinheiro e atuação de agentes financeiros ligados às facções.

Operação Agropix combate golpes eletrônicos milionários

Outra frente importante da ofensiva policial foi a Operação Agropix, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Rio Verde.

A investigação revelou um esquema especializado no golpe conhecido como “mão fantasma”, modalidade criminosa em que os suspeitos conseguem acessar remotamente celulares e computadores das vítimas para realizar transferências bancárias ilegais.

De acordo com a Polícia Civil, um produtor rural de Rio Verde sofreu prejuízo milionário após ter suas contas invadidas pela quadrilha.

As ações da Agropix envolveram:

  • prisões temporárias;
  • buscas domiciliares;
  • bloqueios milionários;
  • apreensão de equipamentos eletrônicos;
  • rastreamento de contas bancárias.

A operação teve apoio de unidades especializadas em crimes cibernéticos e repressão ao crime organizado nos estados de Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal.

Redução da criminalidade fortalece discurso do governo

As megaoperações acontecem em um momento em que Goiás apresenta forte redução nos índices de criminalidade.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), o estado registrou quedas expressivas desde 2018:

  • roubos a transeuntes: redução de 92%;
  • roubos de veículos: queda de 95%;
  • roubo a comércio: redução de 92%;
  • roubos em residências: queda de 85%;
  • roubos de carga: queda de 98%;
  • latrocínios: redução de 95%.

O estado também destaca que não houve registros recentes do chamado “novo cangaço”, modalidade criminosa caracterizada por ataques violentos a bancos e cidades do interior.

Já o Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontou que Goiás reduziu sua taxa de homicídios para 18,8 mortes por 100 mil habitantes, ficando abaixo da média nacional.

Combate ao crime organizado exige inteligência e integração

Especialistas em segurança pública apontam que o avanço das facções criminosas no Brasil fez com que os estados ampliassem o investimento em inteligência policial, monitoramento financeiro e integração interestadual.

As operações Destroyer e Agropix demonstram justamente essa nova estratégia: atingir não apenas os executores do crime, mas também os operadores financeiros, esquemas de lavagem de dinheiro e redes de apoio logístico.

Com ações cada vez mais complexas e coordenadas, Goiás busca consolidar uma política de repressão qualificada ao crime organizado, apostando na tecnologia e na atuação integrada para reduzir a influência das facções criminosas no estado e em regiões vizinhas.

COMPARTILHE AGORA:

Leia também