O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e a Finep anunciaram R$ 450 milhões em recursos não reembolsáveis para 114 projetos de empresas localizadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O resultado da segunda rodada da chamada Mais Inovação Brasil Subvenção Econômica foi apresentado no Recife na sexta-feira e divulgado no fim de semana.
A chamada foi lançada com R$ 300 milhões e recebeu suplementação de R$ 150 milhões. O reforço permitirá contratar 36 projetos que já haviam sido avaliados e recomendados, mas ficaram de fora do orçamento original. Eles se somam aos 78 selecionados inicialmente, elevando para 114 o total de propostas beneficiadas.
Ao todo, 587 empresas apresentaram projetos, e 400 foram habilitadas para avaliação técnica. A seleção foi feita pela Finep em parceria com Sebrae, Sudam, Sudene e Sudeco. O valor médio dos projetos aprovados é de R$ 3,8 milhão, dentro da faixa prevista de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por proposta.
Entre os projetos aprovados na primeira seleção, 75% pertencem a microempresas ou empresas de pequeno porte. A chamada também alcança 44 empresas que receberão subvenção da Finep pela primeira vez, o equivalente a 56% das propostas inicialmente aprovadas.
Os recursos serão distribuídos por empresas sediadas em 35 cidades das três regiões. Sete municípios serão atendidos pela primeira vez em uma chamada da agência: Inhumas, em Goiás; Santa Bárbara do Pará, no Pará; Salgueiro, Goiana e Agrestina, em Pernambuco; Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso; e Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.
Do orçamento inicial, R$ 150 milhões foram destinados ao Nordeste, R$ 100 milhões ao Centro-Oeste e R$ 50 milhões ao Norte. A suplementação será usada para ampliar a lista de projetos contratados nas mesmas regiões. Todos precisam estar enquadrados em pelo menos uma missão da Nova Indústria Brasil, política federal de desenvolvimento produtivo e tecnológico.
A subvenção econômica é um repasse não reembolsável destinado a projetos empresariais de inovação com risco tecnológico. Na prática, reduz o custo de pesquisa, desenvolvimento e implantação para empresas que teriam dificuldade de financiar essas etapas apenas com crédito.
O anúncio amplia o acesso ao financiamento fora do eixo Sul-Sudeste e prioriza pequenos negócios. Os efeitos concretos, porém, dependerão da assinatura dos contratos, da execução dos projetos e da capacidade das empresas de transformar os recursos em produtos, processos, empregos e receita.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque



