Projetos em São José dos Campos, no interior de São Paulo, buscam desenvolver tecnologias nacionais de propulsão para foguetes e satélites.
Uma empresa fundada por engenheiros do Instituto Tecnológico de Aeronáutica trabalha em motores e equipamentos de propulsão líquida, enquanto pesquisadores da Universidade do Vale do Paraíba desenvolvem um catalisador para decompor peróxido de hidrogênio.
A aplicação pretendida envolve sistemas de veículos espaciais. A pesquisa e o desenvolvimento de equipamentos não significam que um lançamento tenha sido realizado ou que as tecnologias já estejam disponíveis comercialmente.
O Distrito Federal também participa dessa área de pesquisa. Em maio, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação informou um ensaio em solo de motor de 8 quilonewtons, movido a etanol e oxigênio líquido, na bancada de propulsão da Universidade de Brasília, no campus Gama. O teste ocorreu em 1º de maio.
O motor desse projeto foi desenvolvido pela DeltaV Engenharia Espacial, com acompanhamento da Agência Espacial Brasileira. A bancada permite avaliar sistemas antes de voos reais e apoiar a formação de equipes.
As iniciativas de Brasília e de São Paulo têm equipes e projetos distintos. Elas mostram frentes de desenvolvimento de capacidade nacional, sem comprovar que o país já tenha superado sua dependência de lançadores estrangeiros.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque



