Tecnologia impulsiona recorde de suspensões de CNH no Distrito Federal

Por: Redação SOS

Sistema automatizado do Detran-DF aumenta eficiência na fiscalização e reforça mudança de comportamento no trânsito

Da Redação

O investimento em tecnologia na fiscalização de trânsito levou o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) a registrar, no último ano, o maior número de suspensões de carteiras nacionais de habilitação (CNH) de sua história. Ao todo, 10.628 condutores tiveram o direito de dirigir suspenso, superando o recorde anterior, registrado em 2024, quando 8.574 motoristas foram penalizados — um crescimento de 23,9%.

De acordo com Rodrigo Xavier, gerente de Controle e Registro de Penalidades do Detran-DF, o avanço está diretamente relacionado à implantação do sistema Sober, uma ferramenta administrativa desenvolvida para gerenciar os processos de suspensão da CNH. “A plataforma entrou em operação em outubro de 2024 e automatizou etapas que antes eram manuais e suscetíveis a erros. Antes, os relatórios precisavam ser impressos e anexados manualmente aos processos no SEI, além da elaboração de planilhas para o envio das notificações pelos Correios”, explica.

Com a nova tecnologia, o sistema passou a atuar em todas as fases do processo, desde a abertura até a conclusão. “A ferramenta identifica automaticamente os condutores que ultrapassaram o limite de pontos ou cometeram infrações que resultam em suspensão. Esse filtro agiliza a abertura dos processos e, por ser integrado ao SEI, acelera também a notificação dos motoristas”, detalha o gerente.

Dados do Detran-DF indicam que, entre agosto e novembro de 2024, o sistema Sober processou cerca de 7,3 mil casos de infrações que resultaram em suspensão da CNH. Para a gerência de Controle e Registro de Penalidades, além dos ganhos administrativos, os números evidenciam uma mudança gradual no comportamento dos condutores.

“A nossa missão é transformar a cultura do brasiliense, mostrando que dirigir sob efeito de álcool ou cometer infrações gravíssimas tem consequências. É um trabalho contínuo, mas a cada publicação de suspensão, cresce a conscientização de que essas condutas não são mais toleradas”, afirma Xavier.

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