Objeto misterioso de outra galáxia está enviando sinais a cada 16 dias

E ninguém sabe o porquê. Na lista de hipóteses entra até atividade alienígena – mas a explicação real deve ser bem menos animadora.

Por Bruno Carbinato

 (Honglouwawa/Getty Images)

Rajadas rápidas de rádio (FRB, da sigla em inglês) são um dos fenômenos mais misteriosos da astrofísica. São emissões de radiação na forma de ondas eletromagnéticas que carregam muita energia, vindas de algum lugar do espaço profundo. Os pulsos duram milissegundos – bem menos que um piscar de olhos –, e por isso são tão difíceis de estudar.

Para piorar, as FRBs são totalmente aleatórias. Quando conseguimos encontrar alguma, astrônomos se aventuram em teorizar sobre suas origens, mas dificilmente conseguem identificar com certeza. Na verdade, de mais de cem FRBs identificadas na história, só cinco tiveram seus pontos de origem definidos. E em nenhum dos casos o culpado exato pela emissão foi identificado com precisão.

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(Foto: Vice)

Agora, um novo elemento apareceu para complicar ainda mais essa história: pela primeira vez, cientistas encontraram um sinal de rádio que não é aleatório, mas que obedece um ciclo temporal definido.

A emissão foi batizada como FRB 180916.J0158+65. Ela foi identificada pela primeira vez pelo radiotelescópio canadense CHIME, em 2016, e aparentemente segue um padrão de 16,35 dias. Por quatro dias, o sinal é identificado algumas vezes. Depois, ele desaparece por 12 dias. Volta a surgir nos quatro dias seguintes, e assim por diante.

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(Foto: Blog do BG)

Foi o que descobriu a equipe de astrônomos do estudo, que analisou os sinais por mais de um ano, entre setembro de 2018 e novembro de 2019.

  • A descoberta é única: a maioria das rajadas rápidas de rádio aparecem apenas uma vez e nunca mais se repetem. Dessa forma, estudá-las e encontrar seus locais de origem é bastante difícil. Algumas vezes, esses fenômenos até aparecem mais de uma vez – mas nunca com um intervalo definido. Nesses casos, os astrônomos até consegue mapear suas rotas e encontrar a galáxia em que elas se originaram.

Fonte: Super Interessante

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