Polícia Militar resgatou menino após contato telefônico com criminoso. Mãe diz ter sido vítima de violência doméstica.
Por G1 DF
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Fachada da 30 Delegacia de Polícia, em São Sebastião — Foto: Fernando Caixeta/G1
A Polícia Militar do Distrito Federal prendeu na noite de quinta-feira (2) um homem de 28 anos que agrediu a mulher e, em seguida, levou o filho de 4 anos para um matagal em São Sebastião. Segundo a PM, ele teria ameaçado matar a criança, mas o menino foi resgatado com vida.
De acordo com a polícia, uma equipe de 15 militares começou as buscas após a mãe da criança procurar a 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião) para pedir ajuda. A PM afirma que ela estava “nervosa e desesperada” por não conseguir encontrar o filho.
Aos policiais, ela relatou que o marido chegou em casa no fim da tarde de quarta (1º) “bastante alterado” e a agrediu. O filho do casal teria presenciado a cena e começado a chorar. Neste momento, o homem teria “espancado” o menino, batendo a cabeça dele na parede. Em seguida, teria saído da casa com a criança nos braços, dizendo que a intenção era “dar um fim naquilo”.
Segundo a PM, a mãe da criança disse ter seguido o homem – que correu para uma área de matagal próximo ao Setor Tradicional de São Sebastião, onde a família mora – mas acabou o perdendo de vista.
O homem chegou a ser detido na carceragem da 30ª DP. Contudo, a Polícia Civil informou por volta das 13h30 que “não foi realizado o flagrante por questões procedimentais”, sem dar detalhes (entenda abaixo).
O caso foi registrado como “violência doméstica” e “lesão corporal” e segue em investigação. A PM informou, ainda, que o homem tem outras passagens criminais, mas não detalhou as tipificações.
Resgate
Um dos militares que participou do resgate contou que, quando a equipe chegou à região de mata, a iluminação era “escura e difícil”. Outras pessoas que viram o homem correr para o matagal tentaram ajudar nas buscas.
“Um dos militares teve a ideia de pedir para a mãe ligar no celular do homem. Ele atendeu e falava muito alto. Foi possível chegar até ele pelo ruído”, contou o major Maurício de A’vila Panisset.
Segundo Panisset, enquanto os militares se aproximavam do homem, o policial que conversava com ele por telefone tentou acalmá-lo e conseguiu convencê-lo a se render. Quando a criança foi entregue, havia sinais de mais espancamentos pelo corpo.
O boletim de ocorrência da Polícia Civil cita “lesões visíveis na cabeça, boca, perna direita e ainda sangramento no nariz, além de escoriações por todo corpo em razão dos espinhos nas árvores da mata”. A criança foi levada para o Hospital Regional do Paranoá (HRP), segundo a Polícia Militar.
Contudo, a Polícia Civil afirmou nesta tarde que procurou a criança e a mãe no HRP mas não localizou nenhum dos dois. Desta forma, o menino não foi encontrado para ser encaminhado ao Instituto Médico Legal para realizar exame de delito e comprovar a autoria das agressões, etapa necessária para realizar o flagrante.
Fonte: G1/DF



