Justiça do DF condena ex-gestores da Cruz Vermelha por peculato

Sede da Cruz Vermelha em Petrópolis, no Rio de Janeiro — Foto: TV Globo/Reprodução

Luiz Alberto Sampaio e Richard Strauss atuaram ilegalmente em licitação para administrar UPAs em São Sebastião e no Recanto das Emas em 2010.

Por TV Globo e G1 DF

Os dois ex-gestores da Cruz Vermelha Luiz Alberto Lemos Sampaio e Richard Strauss Cordeiro Júnior são presos por peculato — Foto: TV Globo/Reprodução

Os dois ex-gestores da Cruz Vermelha Luiz Alberto Lemos Sampaio e Richard Strauss Cordeiro Júnior são presos por peculato — Foto: TV Globo/Reprodução

Dois ex-gestores da Cruz Vermelha foram condenados pela Justiça do Distrito Federal por terem atuado ilegalmente no favorecimento da filial de Petrópolis em uma licitação da Secretaria de Saúde do DF de 2010.

A entidade foi escolhida para administrar UPAs em São Sebastião e no Recanto das Emas, e recebeu R$ 3,4 milhões, mas não chegou a atuar (entenda ao final).

A decisão é de 16 de janeiro, mas foi divulgada pelo Ministério Público do DF, responsável pela acusação, nesta sexta-feira (31).

Sede da Cruz Vermelha em Petrópolis, no Rio de Janeiro — Foto: TV Globo/Reprodução

Sede da Cruz Vermelha em Petrópolis, no Rio de Janeiro — Foto: TV Globo/Reprodução

Luiz Alberto Lemos Sampaio, ex-presidente da Cruz Vermelha no Rio de Janeiro, foi condenado a 3 anos e 7 meses em regime inicialmente semiaberto, além de16 dias de multa.

Richard Strauss Cordeiro Júnior, ex-gestor da instituição em Petrópolis, recebeu pena de 4 anos e 1 mês em regime semiaberto, além de 18 dias de multa.

Ambos respondem por peculato, que é o furto ou desvio de dinheiro ou bem público para proveito próprio ou de outra pessoa. Eles também terão que ressarcir aos cofres públicos R$ 3.431.098 atualizados, o que equivale a R$ 8,95 milhões.

Operação Genebra

Operação Genebra, que apura fraudes em licitação praticadas por ex-gestores da Cruz Vermelha — Foto: TV Globo/Reprodução

Operação Genebra, que apura fraudes em licitação praticadas por ex-gestores da Cruz Vermelha — Foto: TV Globo/Reprodução

As investigações do caso foram realizadas pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) do Ministério Público do Rio de Janeiro e da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública do DF, no âmbito da Operação Genebra.

Em novembro de 2016, o G1 mostrou que o Ministério Público do DF queria recuprar os R$ 3,46 milhões repassados à Cruz Vermelha de Petrópolis em 2010. Em ações judiciais paralelas, o MP e o GDF tentaram reaver o dinheiro, mas o patrimônio teria “desaparecido”.

“Apesar de diversas tentativas, inclusive de bloqueios de contas bancárias, ainda não foi possível encontrar bens suficientes que suportem os valores devidos ao DF”, informou a Secretaria de Saúde em 2017.

Fachada da UPA do Recanto das Emas, no DF; repasse à Cruz Vermelha, contratada para administrar unidade, é investigado — Foto: Bianca Marinho/G1

Fachada da UPA do Recanto das Emas, no DF; repasse à Cruz Vermelha, contratada para administrar unidade, é investigado — Foto: Bianca Marinho/G1

A contratação para administrar as UPAs foi suspensa dois meses depois, e a organização social (OS) não prestou qualquer serviço. Segundo o MP, a Cruz Vermelha ainda teria sido contratada de forma ilegal, com dispensa de licitação.

O Ministério Público também afirmou que a qualificação da Cruz Vermelha como OS para funcionar no DF aconteceu de forma irregular por não respeitar todos os requisitos necessários, como “meios de aferir a saúde financeira” da entidade.

Fonte: G1/DF

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