Com a vitória de 1 a 0, no Gre-Nal de Caxias do Sul, tricolor alcança 8 clássicos sem derrota
Não seria lícito esperar um jogo de elevado padrão técnico no clássico Gre-Nal desta quarta-feira, em Caxia do Sul, que marcou o reinício do Gauchão após a paralisação prolongada motivada pela situação de pandemia que assola o país a exemplo do que acontece no mundo inteiro. Esperava-se um jogo até certo ponto morno, com poucos lances qualificados em função da situação atípica caracterizada por um confronto sem a presença de público e realizado fora da cidade-sede de ambos os contendores. Contudo, não foi bem isso o que aconteceu. As duas equipes revelaram desde os primeiros minutos um bom entrosamento em suas diversas linhas e atuaram com apetite de gol, lançando-se ao ataque de forma efetiva, só não conseguindo muitos arremates a gol porque os sistemas defensivos de ambos os times estão entre o melhores do país. Nos primeiros minutos de jogo coube ao Internacional o predomínio das ações, mas aos poucos o Grêmio foi adiantando a marcação e se achou em campo, começando a fustigar a meta colorada até conseguir um pênalti, fruto de uma falta praticada por Musto, que puxou Kannemann na área, escapando de levar o cartão amarelo que seria o segundo e provocaria sua expulsão. Everton “Cebolinha” cobrou a penalidade, mas não foi feliz no arremate, pois embora tendo chutado forte, permitiu que o bom goleiro Marcelo Lomba percebesse o canto certo, praticando uma ótima defesa e frustrando o time tricolor de abrir o placar ainda na etapa incial. Depois do pênalti desperdiçado, o time de Renato sentiu um pouco os efeitos psicológicos da perda, cedendo terreno para que a equipe colorada avançasse, quase chegando à abertura no placar com um chute perigoso de Edenílson, que passou rente ao poste da meta defendida por Vanderlei. Mas isso só aconteceu por um espaço de tempo relativamente curto, pois logo o Grêmio assumiu o controle do jogo, valendo-se da melhor qualificação técnica de seu meio de campo, onde Matheus Henrique despontava com grande atuação, ao lado de Jean Pyerre, que mesmo vindo de antiga lesão também realizava uma boa partida. Na volta do vestiário, o tricolor manteve o domínio das ações que, embora sem ser avassalador, foi suficiente para chegar ao gol da vitória, num lance de falta cobrada por Jean Pyerre, aos 17 minutos do segundo tempo, quando a bola desviou em Moisés, tirando qualquer chance de defesa por parte do goleiro Lomba. A partir do gol marcado, o Grêmio reduziu sua escalada ofensiva, reforçando seu esquema defensivo com a entrada de Paulo Miranda no lugar de Alisson, passando a contar com três zagueiro de ofício no time. Em vantagem no placar, Renato resolveu poupar a metade de seus titulares, trocando também Maicon por Darlan, Jean Pyerre por Taciano, Diego Alves por Pepê e Everton por Luciano. Caiu um pouco de produção com essas substituições, exceto na troca de Maicon por Darlan, que surtiu efeito positivo, melhorando a qualidade dos passes no setor intermediário. Mas foi uma queda quase imperceptível, que não ameaçou a vitória pelo escore mínimo, que garantiu ao Grêmio a liderança da chave B com 100% de aproveitamento, além de manter a invencibilidade de 8 jogos em Grenais. Em linhas gerais, o clássico dos Pampas deixou uma ótima impressão, pela boa movimentação de ambas as equipes, que demonstraram não terem sentido muito o longo período de paralisação, estando portanto suficientemente preparadas para enfrentar com êxito as próximas competição de maior envergadura que vêm aí.
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