Preço médio do botijão de 13 quilos pode passar de R$ 70,56 para R$ 74,08. Aumento foi repassado pela Petrobras
O preço do gás de cozinha vai aumentar 5%, a partir desta quarta-feira (4), no Distrito Federal. O anúncio foi feito pela Petrobras e vale para o botijão de gás de 13 quilos. Essa é a nona vez, somente este ano, que o valor do produto sofre reajustes.
Com a nova alta nos preços, o gás de cozinha deve ficar de R$ 3,5 a R$ 4,5 mais caro. Atualmente, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o preço médio do produto é de R$ 70,56. Com o reajuste, o botijão pode chegar a custar R$ 74,08.
Somente em 2020, a Petrobras aplicou oito reajustes no preço do produto e um deles foi feito pelas distribuidoras de gás de cozinha. O último aumento aconteceu em 20 de outubro, também feito pela empresa (veja detalhes abaixo).
Prejuízo
Por meio de nota, o presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras e Revendedoras de Gás (Sindivargas), Sérgio Costa, informou que o reajuste trará impacto aos consumidores. “Em meio a inúmeros reajustes é impossível as empresas absorverem mais esse aumento”, disse.
“Nossa preocupação é com a prestação do serviço que disponibilizamos ao consumidor, tantos aumentos fazem com que empresas ministrem cortes nos custos que podem gerar prejuízo ao consumidor.”
Segundo o presidente do sindicato, o custo do serviço de entrega já é alto e pode ser “comprometido” depois dos aumentos. “Precisamos de mais transparência na política de preços adotada pela Petrobras”, disse.
Preço final
Ao G1, a Petrobras informou que o preço médio do botijão de gás de 13 quilos vendido pela empresa passará para R$ 32,27. “No acumulado do ano, houve um aumento de 16,1%”.
A Petrobras explicou ainda que, desde novembro de 2019, igualou os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) para os segmentos residencial, comercial e industrial, produto que é “vendido a granel”.
“As distribuidoras são as responsáveis pelo envase em diferentes tipos de botijão e, junto com as revendas, são responsáveis pelos preços do consumidor final”, comentou.
A empresa afirmou que 43% do preço ao consumidor final correspondem à parcela da Petrobras e os demais, 57%, referiam-se a tributos e margens de distribuição de venda, conforme acompanhamento feito pela companhia.
Fonte: G1 DF



