Indústria condena aumento dos juros para 4,25%

Por: Renato Riella

Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou a decisão do Copom, de aumento dos juros para 4,25% ao ano, como “equivocada”.

Em nota, a CNI destacou que a medida encarece crédito para consumidores e empresas justamente em um “momento crítico da atividade econômica, que sofreu novo impacto negativo com a segunda onda da pandemia”.
A CNI lembra que a produção industrial de abril de 2021 ainda está 6,6% abaixo do nível alcançado em dezembro de 2020.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que o novo aumento ocorre em um cenário de recuperação econômica ainda não consolidada.

“O PIB mostrou bom desempenho no primeiro trimestre do ano e animou as expectativas para um crescimento acima de 5,5% neste ano. Porém, um aumento excessivo dos juros em um cenário de recuperação econômica ainda não plenamente consolidada pode prejudicar o processo de retomada do crescimento econômico do Brasil” – afirma a Fiesp.

JUROS – Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar para 4,25% ao ano a taxa básica de juros Selic.
O aumento foi de 0,75 ponto percentual em relação ao índice fixado anteriormente.

A alta da Selic era esperada pelo mercado e havia sido sinalizada pelo próprio Copom em sua última ata. É o terceiro aumento consecutivo da taxa.

INTERNET – Presidente Bolsonaro sancionou Medida Provisória que reduz impostos sobre o serviço de internet banda larga via satélite, mas vetou trecho da Lei que liberava serviços que oferecem vídeo por chamada, como a Netflix, por exemplo, de pagar a chamada Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional.

A justificativa para o veto é que a renúncia fiscal seria da ordem de bilhões de reais sem que fossem apresentadas medidas compensatórias.

IMPROBIDADE – Câmara dos Deputados aprovou, por 408 votos favoráveis e 67 contrários, a proposta que revisa a Lei de Improbidade Administrativa, tornando as exigências mais brandas.

A principal mudança é aplicar a punição por improbidade apenas aos agentes públicos que agirem com dolo, ou seja, com intenção de lesar a administração pública.
Pela legislação em vigor, a punição pode ser aplicada mesmo se a investigação não conseguir caracterizar que houve má-fé do gestor.
Projeto segue para apreciação do Senado.

ELETROBRAS – Foi adiada para hoje a possível decisão do Senado sobre a Medida Provisória da privatização da Eletrobras.
Acréscimos feitos na Câmara dos Deputados ao texto original da MP são contestados por muitos senadores.

Um deles é o dispositivo que obriga o Governo Federal a contratar, por 15 anos, energia gerada por usinas termelétricas para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

VETERINÁRIAS – Câmara dos Deputados aprovou projeto que autoriza fábricas de vacinas veterinárias a produzirem, temporariamente, vacinas contra a Covid-19.
Os laboratórios poderão produzir ainda o insumo farmacêutico ativo (IFA), cumprindo exigências de biossegurança. Projeto segue para apreciação do Senado.

SPUTNIK – Anvisa autorizou importação excepcional da vacina russa Sputnik V pelos estados do Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Amapá, Paraíba e Goiás.
Os estados vão buscar um número reduzido de doses, o equivalente a 1% da população.

VACINAÇÃO – Mais de 24 milhões de brasileiros estão imunizados no Brasil após tomarem as duas doses de vacinas contra a Covid.
São 24.136.412 pessoas que tomaram a segunda dose. Isso corresponde a 11,40% da população.
A primeira dose foi aplicada em 58.351.653 de pessoas, o que corresponde a 27,56%% da população.

Foram registradas ontem 2.997 mortes pela Covid-19 no Brasil, elevando o total a 493.693.

AGENDA – Presidente Bolsonaro está hoje no Rio, onde participa de almoço com a Associação de Supermercados do Rio de Janeiro – ASSERJ.

ECONOMIA – Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, recuou ontem 0,64%, a 129.259,49 pontos.
E dólar fechou estável, a R$ 5,067.

Por RENATO RIELLA

COMPARTILHE AGORA:

Leia também