Capital tem menor inflação do Brasil no mês de junho

Por: Redação SOS
O Indicador de Inflação por Faixa de Renda apontou desaceleração da taxa de inflação para todas as faixas de renda no mês de junho. 

De acordo com dados do IBGE, Brasília registrou 0,17%, enquanto índice nacional foi de 0,53%. Entre produtos e serviços pesquisados, maior impacto veio do grupo saúde e cuidados pessoais; produtos como analgésicos e antitérmicos tiveram alta de mais de 3%

Redação SOS Brasília

Brasília registrou a menor inflação do país, no mês de junho, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O índice foi de 0,17% no último mês, e pelo terceiro mês consecutivo, Brasília teve a menor taxa entre as 16 regiões metropolitanas e municípios pesquisados. A inflação nacional ficou em 0,53%.

O índice também ficou abaixo do registrado em junho de 2020, de 0,46%. Na variação acumulada no ano, a inflação no DF está em 3,19%, e na variação acumulada em 12 meses, 7,13%. Estes dois últimos índices estão abaixo das respectivas médias nacionais, que são 3,77% e 8,35%.

Foram pesquisado nove grupos de produtos e serviços. Destes, cinco tiveram alta de preços em junho. Alguns medicamentos, como analgésicos e antitérmicos, subiram mais de 3%.

De maneira geral, o maior impacto (0,09%) veio do grupo saúde e cuidados pessoais, cujos preços subiram 0,67%.

IPCA – Variação mensal e acumulada no ano (%) – Índice geral e grupos de produtos e serviços – Brasília – DF – junho 2021 — Foto: IBGE/Divulgação

IPCA – Variação mensal e acumulada no ano (%) – Índice geral e grupos de produtos e serviços – Brasília – DF – junho 2021 — Foto: IBGE/Divulgação

Farmacêuticos em alta

Nos preços dos produtos farmacêuticos, a alta chegou a 1,14%. Os maiores reajustes foram entre os analgésicos e antitérmicos (3,26%), produtos dermatológicos (3,02%) e antidiabéticos (2,50%).

No grupo de produtos de higiene pessoal houve alta de 0,9%. Maiores aumentos foram registrados em artigos de maquiagem (3,21%), absorventes higiênicos (2,70%) e perfumes (2,37%).

O segundo maior impacto (0,08%) veio do grupo habitação, que registrou inflação de 0,62%. O índice foi influenciado principalmente pelas altas de 3,92% em energia elétrica residencial, e de 2,25% no botijão de gás. Em contraponto, houve queda na taxa de água e esgoto, com variação de -2,40%.

Maiores altas

 

Compras, supermercado, alimentação, consumo — Foto: Pexels

Compras, supermercado, alimentação, consumo — Foto: Pexels

O grupo alimentação e bebidas registrou o segundo mês consecutivo com deflação de -0,24%, e teve o maior impacto negativo (-0,04%) no índice de junho. A queda nos preços de tubérculos, raízes e legumes (-16,47%), frutas (-7,53%) e carnes (-1,63) foram os principais influenciadores no taxa negativa.

No entanto, o IPCA do grupo de alimentação e bebidas acumula, nos últimos 12 meses, uma inflação de 9,94%.

O grupo de transportes teve a inflação quase estável no mês de junho, com índice de 0,08%. Porém, o IPCA deste grupo acumula 8,72% no ano de 2021 e, em 12 meses, 18,22%. O destaque é o preço da gasolina, com alta acumulada no ano de 29,99%.

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