O Distrito Federal alcançou mais uma recorde na saúde: 500 mil recém-nascidos avaliados com o teste do pezinho desde o início da implantação da triagem neonatal ampliada. O exame já era oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e detectava sete doenças e foi ampliado para mais de 50 na capital.
Ampliado por lei, o exame ampliado também passou a ser obrigatório por meio da Lei Distrital nº 4.190/2008.
O teste do pezinho é feito em todas as maternidades públicas e nas unidades básicas de saúde do DF. Cada teste processa nove tipos de exames e pode detectar até 53 doenças.
Realizado por meio de uma pequena amostra de sangue retirada do calcanhar do recém-nascido, o exame garante que doenças graves sejam detectadas e o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes.
AME
Além das doenças já detectadas, o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) será incluído na lista de exames detectados no teste do pezinho na capital. É o que prevê a Lei nº 6.895/2021, que assegura a todas as crianças nascidas nos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde da rede pública do DF direito ao diagnóstico de AME.
Uma doença genética rara, grave, progressiva e muitas vezes letal, a AME afeta a capacidade motora, influindo no caminhar, falar, comer e, em alguns casos, até em respirar. Esse distúrbio afeta em média um a cada 10 mil nascidos vivos.



