Teste do pezinho ampliado em mais de 500 mil recém-nascidos

Por: Redação SOS
Teste do pezinho ampliado em mais de 500 mil recém-nascidos O teste do pezinho, exame feito a partir de sangue coletado do calcanhar do bebê, é uma das principais formas de diagnosticar seis doenças que, quanto mais cedo forem identificadas, melhores são as chances de tratamento. São elas fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Para realizar o teste do pezinho, a família deve levar o recém-nascido a uma unidade básica de saúde entre o 3° e o 5° dia de vida. É fundamental ter atenção a esse prazo. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Distrito Federal alcançou mais uma recorde na saúde: 500 mil recém-nascidos avaliados com o teste do pezinho desde o início da implantação da triagem neonatal ampliada. O exame já era oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e detectava sete doenças e foi ampliado para mais de 50 na capital.

Ampliado por lei, o exame ampliado também passou a ser obrigatório por meio da Lei Distrital nº 4.190/2008.

O teste do pezinho é feito em todas as maternidades públicas e nas unidades básicas de saúde do DF. Cada teste processa nove tipos de exames e pode detectar até 53 doenças.

Realizado por meio de uma pequena amostra de sangue retirada do calcanhar do recém-nascido, o exame garante que doenças graves sejam detectadas e o tratamento adequado seja iniciado o quanto antes.

AME

Além das doenças já detectadas, o diagnóstico de Atrofia Muscular Espinhal (AME) será incluído na lista de exames detectados no teste do pezinho na capital. É o que prevê a Lei nº 6.895/2021, que assegura a todas as crianças nascidas nos hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde da rede pública do DF direito ao diagnóstico de AME.

Uma doença genética rara, grave, progressiva e muitas vezes letal, a AME afeta a capacidade motora, influindo no caminhar, falar, comer e, em alguns casos, até em respirar. Esse distúrbio afeta em média um a cada 10 mil nascidos vivos.

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