Em menos de uma semana, duas crianças tiveram de deixar brinquedoteca de restaurante em Taguatinga. Um dos casos será levado à Justiça
Mães de um menino e uma menina com síndrome de Down acusam os responsáveis por um restaurante em Taguatinga de discriminarem as crianças, impedidas de entrar na brinquedoteca do estabelecimento Mineirinho Chopperia. Uma delas entrou na Justiça contra a empresa.
Mãe de Vicenzo Estevam, 6 anos, Andrea Estevam, 41, conta que o filho foi barrado na porta da brinquedoteca por uma monitora de crianças. Questionada pela cliente, a funcionária respondeu que seguia ordens e foi instruída a não liberar a entrada de crianças com Down.
Revoltada, a consultora de vendas contatou um advogado e entrou com ação judicial contra o restaurante. “Não consegui proteger meu filho, uma criança doce, esperta e feliz, do preconceito de alguém por trás de uma empresa. Se meu filho não puder brincar, poderá fazer o quê?”, questionou.
Caso semelhante
O caso de Andrea e Vicenzo não representou um acontecimento isolado. Quatro dias antes, no sábado (7/10), outra criança com síndrome de Down foi obrigada a deixar a brinquedoteca do restaurante.
Walentina Dantas de Lima, 5, chorou ao descobrir que não poderia brincar com os amigos. Flávia Paula Dantas Teixeira, 42, mãe da menina alegou que a filha sofreu discriminação. A justificativa dos monitores foi semelhante: eles “não tinham autorização para tocar nesse tipo de criança”, segundo a lojista.
Posicionamento
Pelas mídias sociais, o restaurante Mineirinho Chopperia publicou duas notas. Na primeira, divulgada na terça-feira (11/10), o estabelecimento informou que “preza pela igualdade em todos os ambientes, principalmente espaços frequentados por crianças”.
Fonte: Portal Metrópoles



