Tecnologia de pagamento por aproximação representa apenas 0,01% das transações do Pix e enfrenta desafios de segurança e uso pelo comércio
Da Redação
O Pix por aproximação, modalidade lançada há um ano para agilizar pagamentos por meio da aproximação do celular a terminais de pagamento, completa um ciclo com participação ainda marginal no sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, segundo dados do Banco Central (BC). Em janeiro, a função respondeu por apenas 0,01% das transferências e 0,02% do valor movimentado no total das operações Pix.
De um conjunto de 6,33 bilhões de operações via Pix no primeiro mês do ano, apenas cerca de 1,057 milhão foram realizadas por meio da tecnologia contactless, que permite efetivar o pagamento sem a necessidade de digitar chave ou escanear QR Code. Em termos financeiros, a modalidade somou R$ 568,73 milhões, ante um total de R$ 2,69 trilhões movimentados no período.
Para especialistas, apesar do baixo índice de adesão, há sinal de expansão gradual: dados de 2025 mostram um crescimento progressivo da modalidade desde os primeiros meses de operação. O diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), Gustavo Lino, aponta que as restrições de segurança e os limites operacionais impostos pelo Banco Central têm freado a adoção mais ampla, mas também ressaltou o potencial da tecnologia, especialmente no ambiente corporativo e em pontos de venda com grande fluxo de clientes.
Entre os fatores que influenciam a lenta adesão estão limites por transação, estabelecidos pelo BC para reduzir tentativas de fraude, e a necessidade de ajustes na experiência de pagamento no varejo físico. Mesmo assim, a modalidade tem sido vista por especialistas como um passo na evolução do Pix, aproximando sua dinâmica à dos pagamentos contactless tradicionais e projetando maior presença em pagamentos de alta recorrência à medida que a infraestrutura se consolida.



