Ministério Público Eleitoral pede que Polícia Federal investigue ataque a material de campanha de deputado na Asa Sul

Por: Redação SOS

Motorista avançou com caminhonete sobre bandeiras e totens de Candidato na 216 Sul, caso é tratado como possível crime eleitoral e ainda não tem responsável identificado

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar a destruição de material de campanha do deputado distrital Ricardo Vale (PT), candidato à reeleição, na quadra 216 Sul, no Plano Piloto. O ataque aconteceu na quarta-feira (23), quando o motorista de uma Fiat Strada avançou com o veículo sobre totens e bandeiras instalados em uma rotatória da região.

Imagens gravadas por apoiadores da campanha mostram o momento em que o carro passa por cima das peças publicitárias. Com o impacto, a placa do automóvel se soltou e ficou na pista, sendo recolhida por pessoas que presenciaram a cena.

Para instruir a investigação, a 1ª Promotoria de Justiça Eleitoral pediu à PF o recolhimento de imagens de câmeras de segurança públicas e particulares da região e das possíveis rotas de fuga, o mapeamento de testemunhas, a identificação dos autores dos vídeos que circularam nas redes sociais e o acesso à cópia do boletim de ocorrência já registrado na Polícia Civil.

Consultas ao registro veicular apontam que o carro pertenceria a Tarcísio Manoel da Rocha, servidor efetivo da Câmara dos Deputados desde 1993. Procurado pela imprensa, o servidor afirmou não ter conhecimento prévio do episódio e disse que iria verificar o que aconteceu, sem informar quem conduzia o veículo no momento do ataque. Até o momento, não há confirmação de quem estava ao volante, e ninguém foi indiciado.

Segundo o MPE, a conduta é apurada como suspeita de crime eleitoral previsto no artigo 331 do Código Eleitoral, que pune quem inutilizar, alterar ou perturbar meios de propaganda regular. O inquérito deve esclarecer a dinâmica do ataque, contabilizar os prejuízos e determinar a motivação do ato.

Em pronunciamento nas redes sociais, Ricardo Vale classificou o episódio como um “ato de intolerância política” e afirmou que levará o caso às autoridades. O deputado disse ainda que a equipe manterá normalmente as atividades de campanha de rua.

O caso acontece em meio ao clima acirrado da reta final das eleições no Distrito Federal, a dez dias do primeiro turno. A apuração fica agora com a Polícia Federal, e as conclusões caberá ao Ministério Público Eleitoral avaliar se haverá denúncia.

 

Por Rodrigo Albuquerque

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