As urnas começaram a abrir nesta terça-feira, 3 de novembro, nos Estados Unidos para as eleições de meio de mandato. A abertura é progressiva, conforme os fusos e as regras de cada estado: as primeiras seções abriram às 7h, horário de Brasília, na Costa Leste, e as últimas abrem até as 14h, no Alasca e no Havaí.
Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e os governos de 36 estados. Hoje, a Câmara tem 218 deputados republicanos e 214 democratas, além de um independente e duas vagas; o Senado tem 53 republicanos e 45 democratas, com dois independentes. Os democratas tentam retomar o controle do Congresso, hoje dominado pelos republicanos.
Na véspera da votação, segunda-feira, 2, a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou um pedido do governo Trump para separar votos pelo correio de eleitores com cidadania questionada na Califórnia, o maior colégio eleitoral do país.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera mostrou aprovação de 32% ao governo Trump, com metade dos eleitores apontando os preços como o fator mais importante para o voto. Custo de vida, a guerra contra o Irã e a imigração dominaram a campanha. Em ato de encerramento, Trump prometeu pagar cinco mil dólares a todos os adultos americanos caso os republicanos vençam, e atacou os candidatos democratas. Do outro lado, os democratas já preparam um plano para os primeiros cem dias de uma eventual maioria no Congresso, com a reversão de medidas do governo, principalmente na política comercial.
Mais de 53,6 milhões de americanos já haviam votado antecipadamente até domingo, número acima do total de 2022. A apuração começa ainda nesta terça, após o fechamento das urnas em cada estado, e os primeiros resultados devem sair à noite, mas a definição do controle do Congresso pode levar dias.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




