Ataque a estudante amplia cobrança por segurança nos carros reservados do Metrô-DF

Por: Redação SOS
foto: Tony Oliveira/Agência Brasília - arquivo, não retrata o ataque

Passageiras relatam medo após episódio de segunda-feira; companhia diz manter vigilância e disponibilizar canal para ocorrências em tempo real.

A agressão a uma estudante dentro de um carro reservado do Metrô-DF na manhã de segunda-feira (28) levou passageiras a relatarem insegurança no trajeto cotidiano. Em reportagem publicada nesta terça (29), o Metrópoles ouviu usuárias que questionam a fiscalização e temem novos episódios de violência. O relato delas é evidência de uma percepção de risco que merece resposta pública; não substitui dados sobre a frequência de crimes em toda a rede.

Segundo a companhia citada pela reportagem, a estudante viajava entre as estações Centro Metropolitano e Ceilândia Sul por volta das 6h20 quando foi atacada. Ela teve ferimentos superficiais no rosto, pescoço e braço. O Metrô-DF informou que o homem envolvido apresentava comportamento agressivo. A apuração sobre circunstâncias e responsabilização deve prosseguir; a descrição dos ferimentos não diminui a gravidade do ataque.

As passageiras ouvidas pelo jornal dizem não se sentir protegidas pelo caráter reservado do carro. Algumas relatam que evitam usá-lo, inclusive por perceber pouca fiscalização nas plataformas. São decisões individuais de quem depende do sistema para trabalhar ou estudar. Cabe à companhia explicar como agentes são acionados, quanto tempo demoram a intervir e de que forma a presença deles se distribui entre estações e trens.

Há um detalhe legal que impede tratar a entrada de qualquer homem como violação automática. O Metrô-DF esclareceu que, conforme a Lei Distrital nº 4.848/2012, o carro reservado pode ser usado por mulheres e pessoas com deficiência, incluindo homens com deficiência e seus acompanhantes. A fiscalização deve observar esses direitos e abordar usuários que não se enquadram na regra. A companhia diz que agentes fazem orientação e podem retirar quem se recusa a mudar de carro, com eventual encaminhamento à polícia em caso de desobediência.

A empresa afirma manter o Corpo de Segurança Operacional e disponibilizar o aplicativo Metrô Conecta para denúncias de segurança em tempo real em estações e trens. A Ouvidoria recebe mensagens pelo WhatsApp (61) 99265-1178; há também o portal Participa DF. Esses são canais anunciados pela companhia, não garantia de atendimento imediato em toda situação. Em emergência, usuários devem buscar ajuda de agentes presentes e dos serviços de segurança.

O desafio vai além de adesivos nas plataformas. Para que o espaço reservado cumpra sua função, o usuário precisa conhecer as regras, perceber fiscalização compatível e confiar que um alerta terá resposta. A companhia apresentou sua posição; o próximo passo da cobertura é medir como essa proteção funciona na prática, especialmente nos horários de maior movimento.

Por Rodrigo Albuquerque

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