Padilha espera sinalização da Conitec em 2026 para incorporar canetas emagrecedoras ao SUS

Por: Redação SOS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta sexta-feira, 30, que espera uma sinalização da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ainda em 2026 sobre a incorporação dos medicamentos à base de semaglutida, conhecidos como “canetas emagrecedoras”, à rede pública, com a abertura de consulta pública na sequência. A declaração foi dada em Belo Horizonte, durante o anúncio de uma nova unidade do Hospital Universitário Ciências Médicas de Minas Gerais, que ampliará a oferta de atendimentos pelo SUS.

O pedido de incorporação foi protocolado pelo Ministério da Saúde na Conitec em 24 de setembro e prevê a avaliação de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente, para o tratamento de pacientes com obesidade. O custo da incorporação foi estimado pelo ministro em cerca de R$ 1,5 bilhão por ano.

Segundo Padilha, o governo atua em três frentes para ampliar o acesso aos medicamentos. A primeira foi estimular empresas nacionais e internacionais a registrar produtos à base de semaglutida no país. Com o fomento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas, 14 delas em 2026, e os preços no varejo caíram 70% em menos de um ano, segundo o Ministério da Saúde; nesta quinta-feira, a Anvisa aprovou o registro de mais cinco canetas de GLP-1. A segunda frente foi barrar no Congresso uma proposta que poderia prorrogar o período de exclusividade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk. A terceira é a própria incorporação ao SUS, com um protocolo para identificar os grupos de pacientes com indicação médica para o tratamento.

“Iniciamos um protocolo específico para identificar quais grupos têm indicação de usar essa medicação. A gente quer trazer para o SUS, para os pacientes com indicação médica, com benefício para todo o sistema de saúde”, afirmou o ministro. Como exemplo, ele citou pessoas em preparação para cirurgia bariátrica e defendeu que o uso dos medicamentos seja associado a programas de incentivo à atividade física e à alimentação saudável. A incorporação ainda depende da análise da Conitec e de consulta pública.

Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque

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