Acidente ocorreu em março de 2018, na Esplanada dos Ministérios. Mulher, de 74 anos, estava na calçada; seis filhos dela serão indenizados.
A jovem que atropelou uma idosa na calçada da Esplanada dos Ministérios, próximo ao Palácio do Itamaraty, em março de 2018, foi condenada a pagar uma indenização de R$ 120 mil para os seis filhos da vítima. De acordo com a Polícia Civil, Juliana Guimarães Cirillo, à época com 22 anos, havia tomado o chá alucinógeno ayahuasca, conhecido popularmente como “Santo Daime”, antes de assumir o volante.
A motorista nega a versão. No julgamento penal sobre o caso, Juliana afirmou que esteve em uma igreja do Santo Daime, mas não participou de qualquer ritual.
O dano moral foi firmado em audiência de conciliação, mediada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT), atendendo ao pedido dos filhos de Rose Marie Flexa Medeiros, que tinha 74 anos quando perdeu a vida.
O acordo entre a motorista e os familiares da vítima foi publicado nesta segunda-feira (23). A decisão confirma uma sentença que já havia sido proferida pelo TJDFT em julho deste ano. Na ocasião, Juliana recorreu, sendo necessária a conciliação.https://20e722e9abd57f900ebd180381356d14.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html
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Carro atropelou pedestre em uma calçada do Eixo Monumental, entre Ministério da Saúde e Itamaraty — Foto: Maria Estela Kieling/Arquivo pessoal
Ao G1, a defesa da motorista afirmou que, com a nova sentença, “o assunto está encerrado”.
O acidente
O atropelamento ocorreu por volta das 18h, do dia 7 de março de 2018, entre o prédio do Ministério da Saúde e o Palácio do Itamaraty, em Brasília. Segundo testemunhas, o carro vinha em alta velocidade pelo Eixo Monumental e ainda bateu em duas árvores, antes de atingir a vítima.
Rose Marie estava na calçada, onde aguardava a carona da filha. Ela chegou a ser hospitalizada, mas morreu cinco horas depois.
Seis meses após o caso, em setembro de 2018, a Polícia Civil indiciou Juliana por homicídio doloso. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Rogério de Oliveira, a motorista “assumiu o risco de matar ao dirigir, mesmo estando completamente fora de si”.
“Testemunhas disseram que ela estava transtornada, demonstrando falas desconexas e desorientação. Dizia a todo momento que havia feito uso do chá do Santo Daime”, disse o delegado.
A constatação de uso do alucinógeno, no entanto, não foi comprovada pela perícia. Oliveira afirmou que o indiciamento da jovem ocorreu “com base no depoimento de testemunhas-chave” – principalmente militares do Corpo de Bombeiros que atuaram no socorro à vítima.
No julgamento penal sobre o caso, Juliana negou que tenha tomado o chá. A motorista afirmou que sofre a Síndrome Neurocardiogênica, conhecida como Síndrome de Vasovagal, que causa desmaios.
Em sua versão, ao retornar para casa no dia do acidente, pressentiu os “sintomas do desmaio” e tentou parar o veículo próximo ao meio-fio, mas perdeu a consciência pouco antes de atingir Rose Marie.
Antes da mais recente decisão pela indenização, Juliana foi condenada também por homicídio culposo, mas responde em liberdade. A pena foi convertida em serviços sociais.
Fonte: G1DF



