Metrô-DF cancela verba do Jovem Aprendiz para bancar viagem de chefes a SP

Metrô-DF — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Direção diz que medida é necessária diante do ‘cenário de escassez orçamentária e financeira’.

Metrô-DF — Foto: Tony Winston/Agência Brasília
Metrô-DF — Foto: Tony Winston/Agência Brasília

O Metrô do Distrito Federal cancelou uma verba de R$ 4.469,70 que serviria para custear o programa Jovem Aprendiz e remanejou o dinheiro para bancar a viagem de dois empregados da companhia com cargo de chefia.

A Companhia do Metropolitano, que administra o serviço, disse em nota que o redirecionamento de verbas “não traz nenhum prejuízo para a empresa” e se refere à “sobra orçamentária” de 2019 (veja nota completa ao fim da matéria).

O remanejamento foi autorizado em 25 de outubro pela direção do Metrô, que justificou a medida diante do “cenário de escassez orçamentária e financeira”. A explicação consta em documento assinado após reunião extraordinária do órgão.

A viagem dos funcionários é para São Paulo, entre os dias 5 e 8 de novembro, com o objetivo de “avaliarem a compatibilidade técnica, inspecionar visualmente e testar peças e equipamentos comercializados” pelo metrô paulistano.

Trecho de decisão da diretoria do Metrô-DF que determina remanejamento de verbas — Foto: Metrô-DF/Reprodução
Trecho de decisão da diretoria do Metrô-DF que determina remanejamento de verbas — Foto: Metrô-DF/Reprodução

Os dois contemplados são os engenheiros Marcos Tadeu Coto, assessor de gestão da Diretoria de Operação e Manutenção, e Luciano Costa Ribeiro, chefe da Divisão de Manutenção de Sistemas Fixos.

Outra viagem

Uma outra viagem de Marcos Tadeu Coto virou alvo de questionamento do Ministério Público de Contas. Ele ficou entre 18 de agosto e 11 de setembro na China, patrocinado pelo Ministério do Comércio chinês.

Os procuradores apuram se a viagem foi bancada por empresas chinesas que teriam ligação com outras empresas supostamente interessadas na concessão do Metrô de Brasília.

Ainda segundo a denúncia investigada pelo MP, o afastamento do engenheiro por mais de 15 dias ocorreu sem autorização da Casa Civil ou do governador, e sem publicação no Diário Oficial.

Segundo o Metrô, a denúncia é “leviana” porque a viagem não tem nenhuma relação com o processo de concessão. A companhia disse ainda que o objetivo da viagem era “promover e compartilhar conhecimento técnico entre os países”.

O que diz o Metrô

Veja nota enviada pela empresa que administra o metrô no DF:

“O redirecionamento de verbas em relação a Renapsi não traz nenhum prejuízo para a empresa pois se refere a sobra orçamentária de 2019.

O Metrô de são Paulo, por sua vez, sempre foi referência em tecnologia para o Metrô-DF, recebendo nossos empregados com companheirismo e espírito de cooperação, nos transferindo conhecimento, sendo, dessa forma, comum os deslocamentos até lá, para avaliações e estudos de soluções ali implementadas.”

Fonte: Gabriel Luiz, TV Globo

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