Vacina contra Covid-19: após polêmica, professores e agentes de segurança do DF voltam a compor grupo prioritário

Secretaria de Saúde havia retirado trabalhadores da primeira fase da imunização, para seguir diretriz do Ministério da Saúde. Mudança ocorre após pressão de entidades que representam categorias

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) anunciou, nesta sexta-feira (15), que vai incluir novamente professores e agentes de segurança no grupo prioritário para a imunização contra a Covid-19 na capital, quando a vacina estiver disponível.

Inicialmente, o plano distrital de de vacinação incluía as categorias entre os primeiros a receber a vacina na capital. No entanto, nesta semana, o documento foi atualizado e o grupo acabou excluído da previsão pela pasta.

À ocasião, a SES-DF argumentou que a mudança tinha objetivo de seguir as diretrizes impostas pelo Ministério da Saúde. No entanto, entidades que representam os trabalhadores pressionaram pela revisão da medida.

Em nota divulgada nesta sexta, a Secretaria de Saúde afirma que o recuo ocorre “por determinação do governador Ibaneis Rocha (MDB)”. Com a nova revisão, o cronograma volta a ser o estabelecido inicialmente pelo órgão, em quatro fases. Veja abaixo:

1ª etapa:

  • trabalhadores da saúde,
  • população idosa a partir dos 75 anos de idade;
  • pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas

2ª etapa:

  • Pessoas de 60 a 74 anos

3ª etapa:

  • Pessoas com comorbidades

4ª etapa:

  • Agentes de segurança e professores.

Críticas

Laboratório faz teste para vacina contra Covid-19 — Foto: TV Globo/Reprodução
Laboratório faz teste para vacina contra Covid-19 — Foto: TV Globo/Reprodução

Ao anunciar a retirar de professores e agentes de segurança dos grupos prioritários de vacinação, a SES-DF disse que apenas seguiu uma alteração nas diretrizes do governo federal. “O plano inicial do Ministério [da Saúde] previa quatro fases. Com a mudança no plano nacional para três fases, a Secretaria de Saúde atualizou o documento”, afirmou a pasta.

Após o anúncio, entidades que representam os trabalhadores da educação e segurança de manifestaram contra a retirada das categorias do grupo prioritário. O Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) chegou a a lançar a campanha “Educação exige vacina para todos”.

Em nota, o diretor de imprensa do Sinpro-DF, Cláudio Antunes, afirmou que “estamos em um momento único no século, que exige no mínimo bom senso”. “Quase um milhão de pessoas estão inseridas no setor da Educação. E não encarar esse público como prioritário é trabalhar contra o extermínio da pandemia no DF”, disse.

O Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) destacou que quase 600 servidores já foram contaminados e dois deles morreram. “Ao assegurar que este serviço essencial fosse mantido, esses trabalhadores expuseram-se ao risco em proporção muito maior que aos demais cidadãos – o que torna a decisão cruel”, criticou.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html

Já o Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep-DF) afirmou, em nota que, apesar do novo anúncio da Secretaria de Saúde, a assessoria jurídica prepara uma ação liminar para garantir o direito dos trabalhadores em receber a vacina na primeira fase da imunização.

Fonte: Carolina Cruz / G1 DF

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