Dólar tem maior alta diária desde 1999 e Bolsa despenca 13,88% na primeira sessão após a eleição

Por: Redação SOS

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte turbulência nesta segunda-feira (26), na primeira sessão após a confirmação da reeleição do presidente Lula (PT). O dólar comercial fechou em alta de 8,21%, cotado a R$ 5,403, a maior valorização percentual diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, período da mudança do regime cambial no país.

No auge do pregão, o dólar chegou a R$ 5,6049, alta de mais de 12% na comparação com o fechamento de sexta-feira (23). Ao longo da tarde, a moeda perdeu força com a entrada de recursos de exportadores e um movimento de realização de lucros.

A Bolsa teve a maior queda diária desde março de 2020, início da pandemia de covid-19: o Ibovespa recuou 13,88% e fechou aos 176.608,23 pontos, menor nível desde 31 de agosto. Na mínima do dia, o índice chegou a cair mais de 17%, aos 169.516,43 pontos. A intensidade das perdas acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações e que não era acionado desde a pandemia.

O volume financeiro do pregão foi de R$ 88,6 bilhões, mais de três vezes a média diária, de cerca de R$ 25 bilhões. As empresas listadas na Bolsa perderam cerca de R$ 734 bilhões em valor de mercado em um único dia.

O Banco Central atuou no mercado futuro de câmbio, com injeção de US$ 3,75 bilhões, e o Tesouro Nacional recomprou R$ 7 bilhões em títulos públicos, além de suspender temporariamente a negociação de parte dos papéis do Tesouro Direto. As taxas dos títulos públicos de médio e longo prazo subiram mais de dois pontos percentuais.

Com o resultado, o dólar acumula alta de 4,40% em outubro, mas ainda registra queda no ano. O Ibovespa passou a ter perda de 5,22% no mês e mantém valorização de 9,61% em 2026. Para esta terça-feira (27), a expectativa dos analistas é de novas oscilações, com atenção para possíveis novas intervenções do Banco Central e do Tesouro e para declarações da equipe econômica.

Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque

COMPARTILHE AGORA:

Leia também