Segundo trabalhadores, governo fez mudança para maioria das categorias, mas quem não foi contemplado reclama de disparidade
Servidores públicos defendem a unificação da Gratificação de Habilitação (GH) entre as carreiras do Distrito Federal. Pelas contas dos empregados, o complemento salarial representa aumento de 8% no contracheque.
Conforme servidores ouvidos pelo Metrópoles, o Governo do Distrito Federal (GDF) substituiu a antiga Gratificação de Titulação (GTIT) pela GH em quase todas as carreiras do funcionalismo público local, o que representa um incremento nos contracheques. É o que explica o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, Autarquias, Fundações e Tribunal de Contas do DF (Sindireta), Ibrahim Yusef.
“A GH é calculada sobre o vencimento do servidor e a GTIT, a partir do valor informado. Por isso, a Habilitação tende a ser maior. Em média é 8% a mais no contracheque”, detalhou.
“A grande maioria das categorias recebeu a GH ou algo parecido, incluindo professores, [pessoal do] Hemocentro e das Políticas Públicas e Gestão Governamental (PPGG)”, disse Yusef.
Desprestígio
Contudo, o sindicalista observa que nem todas as carreiras foram contempladas. Ele cita que quadros do Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) e do extinto Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) – cujo pessoal foi redistribuído dentro do GDF, especialmente na Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) – não contam com a Gratificação de Habitação. Somados, os profissionais dessas áreas representam quase mil servidores sem a GH.
Na avaliação de Ibrahim Yusef, a diferença entre os servidores gera disparidade e desperta a sensação de desprestígio.
O presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista do Distrito Federal (Sindser), André Luiz Conceição, compartilha da posição do Sindireta.
“A GH é uma reinvindicação das categorias. Muitas foram excluídas”, pontuou. Segundo André Luiz, a gratificação começou a ser concedida em 2013, como parte programa de valorização dos servidor do governo Agnelo Queiroz (PT).
“É uma gratificação mais justa, porque valoriza a qualificação do servidor, em função da carreira que ele presta. Não é uma gratificação pela gratificação. É estratégica para a melhora do serviço público”, explicou.
Fonte: Metrópoles | Francisco Dutra



