Os estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal ficam sem aulas nesta quarta-feira (21/10), dia de paralisação geral convocada pelo Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF). Segundo a entidade, todas as escolas públicas devem aderir ao movimento.
A Secretaria de Educação do DF informou, no entanto, que a adesão à paralisação é facultativa e que cada profissional pode decidir se participa do movimento. A pasta afirmou ainda que eventuais aulas suspensas serão repostas conforme o calendário escolar, para garantir o cumprimento dos 200 dias letivos.
Além da paralisação, a categoria realiza um ato público nesta quarta-feira, às 9h, na Praça do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal. De acordo com o sindicato, o objetivo é pressionar o GDF a dialogar com os profissionais e apresentar soluções para as demandas da rede.
Entre as reivindicações estão o fim do que o sindicato chama de intervenções autoritárias nas escolas, incluindo a proibição de fixação de cartazes da entidade, mudanças unilaterais no calendário escolar e no planejamento pedagógico, salas superlotadas, falta de estrutura, problemas no sistema Educa-DF, adoecimento dos profissionais e questões ligadas à Educação Especial e Inclusiva e à Educação de Jovens e Adultos (EJA). O sindicato afirma que há mais de 20 dias sem diálogo com o governo e aponta pautas paralisadas, como o Calendário 2027 e o Concurso de Remanejamento.
A paralisação foi mantida mesmo depois de a governadora Celina Leão (PP) pedir ao sindicato que reconsiderasse a data do ato, marcado para quatro dias antes do segundo turno das eleições, em 25 de outubro. O Sinpro-DF afirmou que não pretende adiar a mobilização.
Sexta-feira também sem aula
A semana escolar do DF será ainda mais curta. Na sexta-feira (23/10), a rede pública também não terá aulas, por conta da preparação para o segundo turno das eleições, marcado para domingo (25/10). A suspensão está prevista no Decreto nº 49.392, de 18 de setembro de 2026, do GDF. Nas escolas particulares, a medida vale apenas para as unidades usadas como locais de votação; as demais devem funcionar normalmente.
Por Redação SOS Brasília – Rodrigo Albuquerque




