Ricardo Cappelli é o primeiro entrevistado previsto para as 13h; outros quatro candidatos foram anunciados para a semana, em transmissões ao vivo do jornal.
A reta final da eleição para o Governo do Distrito Federal terá uma nova rodada de entrevistas públicas. O Correio Braziliense anunciou uma série de sabatinas em seu podcast, de segunda (28) a sexta-feira, com cinco candidaturas que o jornal descreve como as primeiras colocadas nas pesquisas do Instituto Opinião/Inteligência Política. Cada conversa deve durar cerca de 50 minutos e ser transmitida ao vivo nas redes sociais do veículo.
O primeiro compromisso previsto é com Ricardo Cappelli (PSB), às 13h desta segunda, na sede do jornal. O Correio também anunciou participação de Celina Leão (PP), Leandro Grass (PT), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) ao longo dos próximos dias. A reportagem consultada não traz horários completos para todos eles. Não há base, portanto, para inventar uma grade diária ou afirmar que as entrevistas já aconteceram.
Segundo o Correio, os jornalistas devem questionar o balanço das campanhas e as propostas que os concorrentes pretendem destacar na reta final. Uma sabatina não é a mesma coisa que um debate entre adversários: cada candidato responde separadamente aos entrevistadores. Isso permite explorar detalhes de uma plataforma, mas o público deve comparar as respostas à luz das mesmas perguntas e de fontes independentes.
O jornal já havia organizado uma rodada de entrevistas em agosto e participado de debate com a TV Brasília no início de setembro. Desde então, a disputa mudou: José Roberto Arruda, que esteve em uma das sabatinas anteriores, teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, conforme informa o Correio. As gravações antigas, por isso, não representam automaticamente a configuração atual da corrida ao Buriti.
O critério editorial do veículo para escolher os cinco participantes é a posição em levantamentos do instituto citado. O anúncio não substitui a divulgação dos dados metodológicos de uma pesquisa, como período de entrevistas, amostra e margem de erro. Tampouco a seleção dos entrevistados deve ser confundida com uma lista de todos os nomes que disputam o governo.
Para o eleitor, a utilidade das conversas está nas respostas verificáveis. Mobilidade, saúde, educação e orçamento exigem mais que slogans: é preciso saber qual medida seria tomada, quanto custaria, em que prazo e por qual órgão. Ouvir uma sabatina ao vivo também permite distinguir a proposta nas palavras do candidato de recortes posteriores nas redes sociais.
O SOS BRASÍLIA registra nesta manhã a programação anunciada. Depois das transmissões, as falas poderão ser avaliadas pelo conteúdo efetivamente dito, com contexto e checagem. Antes delas, qualquer resumo de promessa específica seria antecipação indevida.
Por Rodrigo Albuquerque




