Arrascaeta garante vitória do atual campeão diante do Coritiba. Em momento que espanhol precisa de tempo para impor seu estilo, atuação é suficiente para acalmar os ânimos
Por Cahê Mota — Rio de Janeiro
O rascunho de um time que criou a expressão “jogar à Flamengo”, mas ao menos um time. Domènec Torrent fez a opção por uma escalação conservadora, os jogadores se procuraram em campo como na era Jorge Jesus, e o 1 a 0 sobre o Coritiba alivia a pressão para uma transformação que precisa de tempo para ser colocada em prática.
João Lucas foi a opção do espanhol para o lugar de Rafinha, e deu conta do recado – é bom frisar. Muito provavelmente, o lateral fez sua melhor partida com a camisa rubro-negra: seguro na defesa e na saída de bola, eficiente no ataque. E não foram poucas as vezes em que foi acionado.
A característica mais identificável de Dome foi vista na saída de bola. Se Arão recuava entre os zagueiros como o torcedor acostumou-se, o posicionamento de Rodrigo Caio e Léo Pereira era diferente, muito abertos nas laterais, e por várias vezes João Lucas e Filipe Luís foram desafogos, principalmente no primeiro tempo.
Novidade que ainda carece de sintonia fina, mas que não atrapalhou um Flamengo mais envolvente no campo de ataque. Bruno Henrique e Gabigol se procuraram mais, se aproximaram mais, e tiveram Arrascaeta inspirado para servi-los nos passes e também se aproximar para tabelas.
O uruguaio acertou o travessão em finalização de fora da área, fez o gol da vitória em infiltração pelo meio e foi o melhor em campo. Ficou ainda a impressão de um Flamengo menos intenso do que o time de Jorge Jesus, mas já bem mais dominante.
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Os 67% de posse de bola e as 18 finalizações deixam claro o domínio de um time que trocou 519 passes (mais do que o dobro dos 252 do Coritiba). Curiosamente, o pior momento rubro-negro aconteceu nos minutos seguintes ao cartão vermelho para Renê Júnior. Nada que assustasse muito o gol de César.
O impedimento milimétrico de Pedro em gol de cabeça e o travessão impediram um placar mais elástico. Gabigol segue em jejum (o sétimo jogo pela primeira vez no clube). Mas o Flamengo começa a se soltar no Brasileirão.
Para quem precisa de tempo para se transformar, é fundamental e, dessa vez, suficiente.
Fonte: GE/Flamengo
Análise do Jornalista Esportivo Cahê Mota



