Hermeto alegou razões pessoais, pela morte da irmã. Distrital é alvo de medida protetiva movida pela ex-mulher.
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O deputado distrital Hermeto (MDB) pediu, nesta segunda-feira (4), afastamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Em mensagem encaminhada ao presidente da Casa, Rafael Prudente (MDB), ele alegou razões familiares para se licenciar.
O parlamentar, que é subtenente da Polícia Militar do DF, é acusado de ameaças, perseguição e assédio moral pela ex-mulher, com base na Lei Maria da Penha. Na última quarta-feira (30), ela entrou com pedido de medida protetiva contra o político que havia sido indicado para fazer parte da CPI que pretende investigar a morte de 28 mulheres no DF de janeiro até agora (veja detalhes abaixo).
Na ocasião, Hermeto rebateu as acusações e disse que não se afastaria da CPI. No documento apresentado nesta segunda, o deputado diz que o afastamento é temporário e em decorrência da morte da irmã dele, que ocorreu no domingo (3).
O político afirma que precisa se dedicar à família. “Neste momento não vou pensar em CPI. Meu foco é o luto e provar minha inocência nessas denúncias que não passam de uma vontade em me fazer o mal”, afirmou o distrital ao G1.
A CPI e a lei Maria da Penha
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A primeira sessão da CPI criada para apurar falhas na prevenção dos crimes de feminicídio no DF está marcada para esta terça-feira (5). Quem assume o lugar de Hermeto é o suplente, Eduardo Pedrosa (PTC).
Nos bastidores, o afastamento de Hermeto já vinha sido cobrado pelos outros membros da comissão de inquérito. Eles afirmavam sentir “desconforto” com o nome do parlamentar à frente da CPI enquanto a ex-mulher dele pediu medidas protetivas à Justiça.
Ele está proibido de se aproximar a menos de 300 metros e de manter qualquer contato com ela. O deputado nega as acusações e afirma que a ex-mulher está agindo desta maneira depois de ele ter pedido divórcio em setembro deste ano.
“O tempo falará por si. Minha vontade era permanecer na CPI e provar que essas denúncias são infundadas. Mas não terei cabeça pra isso com o falecimento de minha irmã mais velha”, afirmou Hermeto.
O requerimento para a criação da CPI do Feminicídio foi enviado para a Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal no dia 10 de setembro. Mas ela só foi instalada 51 dias depois, após um grupo de mulheres organizar uma manifestação no plenário da Casa.
O pedido para criação da CPI foi apresentado pelos distritais Arlete Sampaio (PT) e Fábio Felix (PSol), membros da oposição ao governador Ibaneis Rocha (MDB). Dos 24 deputados distritais, 21 assinaram o requerimento.
Segundo o documento, a comissão tem o objetivo de enfrentar de “forma eficaz o aumento de feminicídios no DF e identificar falhas nas políticas públicas de prevenção e acolhimento às mulheres”. Os trabalhos terão duração de 180 dias, prorrogáveis por igual período.
Fonte: Por Gabriel Luiz, TV Globo



