O Congresso Nacional tem até outubro para aprovar, a tempo de serem sancionadas pelo Presidente Bolsonaro, as regras para a eleição de 2022. Porém, no momento, há incerteza nos debates.
Ontem, no prosseguimento da votação da Reforma Eleitoral, a Câmara dos Deputados rejeitou a proposta do chamado “distritão”, aprovando a volta das coligações para as campanhas a cargos proporcionais: vereadores e deputados.
As alianças partidárias para eleição de deputados tinham sido extintas pelo Congresso em 2017. A mudança feita ontem, considerada uma forma de retrocesso, é rejeitada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Ele discorda da solução proposta pelos deputados e vê dificuldade para aprovação final.
Noutra decisão, a Câmara ontem aprovou o Projeto de Lei 2522/15, do Senado, que permite aos partidos políticos se unirem em uma federação a fim de atuarem como uma só legenda nas eleições e na legislatura. A matéria segue para sanção presidencial.
SEGUNDO TURNO – Câmara dos Deputados rejeitou Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma Eleitoral que previa o fim do segundo turno nas eleições para presidente da República, governadores e prefeitos.
SERVIÇOS – O volume de serviços prestados no Brasil cresceu 1,7% na passagem de maio para junho. Fechou o primeiro semestre de 2021 no patamar mais elevado desde maio de 2016, segundo o IBGE.
Em relação a junho de 2020, o volume de serviços avançou 21,1%.
No acumulado do ano, o setor cresceu 9,5% frente a igual período do ano anterior.
SUPERMERCADOS – O consumo das famílias no Brasil aumentou 4% no primeiro semestre do ano em comparação com o período de janeiro a junho de 2020, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Em junho, o Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros teve queda de 0,68% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo o vice-presidente Administrativo e Institucional da Abras, Marcio Milan, o resultado é o primeiro recuo nas vendas registrado neste ano. “Isso mostra um ponto de atenção”, enfatizou.
A alta no semestre foi puxada por fatores como a prorrogação do auxílio emergencial, o pagamento da segunda parcela do 13º para os aposentados e pensionistas e o pagamento do segundo lote da restituição do Imposto de Renda.
IMPOSTO DE RENDA – Câmara dos Deputados adiou a votação da reforma do Imposto de Renda para terça-feira (17).
“O Brasil todo quer Reforma Tributária, mas na hora que chega a discussão, a reforma boa é a do vizinho. Eu não colocaria pra votar se tivesse a menor chance de estados e municípios perderem recursos. Se adiar o processo em busca de soluções impossíveis, não chegaremos nunca em consenso”, ponderou o presidente da Câmara, Arthur Lira.
MEI – O Senado aprovou projeto para alterar as regras do Microempreendedor Individual (MEI), permitindo o enquadramento da pessoa com receita bruta anual igual ou inferior a R$ 130 mil, bem como para possibilitar que o MEI possa contratar até dois empregados. A matéria segue à Câmara dos Deputados.
CPI – Como esperado, o depoimento do líder do Governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros, na CPI da Pandemia do Senado, foi polêmico.
Ele negou que tivesse participado de negociações ligadas ao Ministério da Saúde.
O presidente da CPI, senador Omar Aziz, encerrou de forma abrupta a sessão, no meio da tarde, quando Ricardo Barros disse que a Comissão de Inquérito está prejudicando a compra de vacinas pelo Governo.
PATENTES – Senado aprovou projeto que possibilita ao Governo Federal quebrar temporariamente a patentes de vacinas e medicamentos de emergências. O projeto irá à sanção presidencial.
TARCÍSIO – A morte do ator Tarcísio Meira abre debate sobre vacinação. Ele recebeu a segunda dose da coronavac em abril e mesmo assim não resistiu.
DATA – Sabemos que superstição está fora de moda, mas de qualquer modo hoje é…13 de agosto, sexta-feira.
AGENDA – Presidente Bolsonaro está hoje de manhã em Juazeiro do Norte (CE), onde participa da entrega de conjuntos residenciais no Cariri.
ECONOMIA – Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, caiu ontem para 120.701 pontos, com recuo de 1,11%.
Dólar fechou a R$ 5,256, com alta de R$ 0,035 (+0,67%).
RENATO RIELLA



