Comércio teve crescimento de 6,6% até julho

Por: Renato Riella
Após duas determinações para que medidas restritivas fossem impostas na capital, GDF mantém serviço não-essencial aberto
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Vendas do comércio cresceram 1,2% em julho, no Brasil, na comparação com o mês de junho, segundo o IBGE.
O quarto resultado positivo no ano coloca o setor no maior patamar da série histórica iniciada no ano 2000.

No acumulado do ano (sete meses), o comércio registra crescimento de 6,6% e nos últimos doze meses, a alta é de 5,9%, de acordo com a PMC (Pesquisa Mensal do Comércio).
Com o desempenho de julho, o setor permanece acima do patamar de fevereiro de 2020, último mês sem o impacto da pandemia na economia nacional.

No entanto, Serasa Experian alerta que o resultado de agosto não será positivo, com retração de 0,7% em comparação com julho.
Essa queda é puxada principalmente pelo setor de veículos, motos e peças, que registrou diminuição de 4,7%, e teve o segundo mês consecutivo de números negativos.

CARROS – Vendas de carros usados atingem dez milhões de unidades de janeiro a agosto, o maior patamar desde 2004 no Brasil.
O desabastecimento de peças na indústria automotiva, que afeta a produção, explica a valorização dos seminovos.

Nos segmentos de automóveis e comerciais leves, a cada veículo novo comercializado, 6,8 usados foram negociados em agosto, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores).

PETROBRAS – Denunciando propaganda enganosa, 12 estados e mais o Distrito Federal entraram juntos com Ação Civil Pública contra a Petrobras.

Baseados no Código de Defesa do Consumidor, pedem liminar para que a empresa retire veiculação de anúncio em que atribui aos estados responsabilidade pelo alto preço dos combustíveis. No anúncio, Petrobras diz que fica apenas com R$ 2 do valor do litro da gasolina.

“A aludida matéria, sob a roupagem de nota de esclarecimento aos consumidores, promove distorções graves na informação repassada. Omite que o litro de “gasolina” comercializado nos postos de combustíveis é composto de etanol anidro no percentual de 27%. E enfatiza exclusivamente aspectos que geram a falsa compreensão de que todo o processo de aumento decorreria de fatos alheios à atuação da estatal”, apontam os estados.

FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) publicou manifesto que defende a harmonia entre os Poderes, sem se dirigir especificamente a nenhum deles. O documento foi intitulado “A Praça é dos Três Poderes”.

As 247 entidades da sociedade civil que assinam o documento “veem com grande preocupação a escalada da tensão entre as autoridades públicas.”

MANIFESTAÇÕES – Ontem, houve manifestações em diversas cidades contra o Presidente Bolsonaro, com baixa adesão, convocadas pelo MBL e sem a participação do PT.
Em Brasília, pouca gente.
Houve público maior em São Paulo, onde alguns presidenciáveis se apresentaram.

ELEITORAL – Câmara dos Deputados prossegue, nesta semana, a votação do novo Código Eleitoral (Projeto de Lei Complementar 112/21).
Serão analisados os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto-base já aprovado.

O projeto do novo Código consolida a legislação eleitoral e temas de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em um único texto.

INTERNET – Consultoria Legislativa do Senado avalia a constitucionalidade da Medida Provisória (MP 1.068/2021), que altera o Marco Civil da Internet (Lei 12.965, de 2014), para limitar a remoção de conteúdos abusivos publicados nas redes sociais.

Segundo o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, nesta semana haverá decisão, com possibilidade de devolução da MP ao Palácio do Planalto, por inconstitucionalidade.

ÍNDIOS – No Supremo Tribunal Federal (STF), esta semana a pauta tem o prosseguimento da votação relativo ao Marco Temporal, de interesse da população indígena.
Acampamento indígena já foi desmontado em Brasília e a Esplanada dos Ministérios está finalmente liberada, com normalidade.

No sábado, na visita à feira agropecuária Expointer (RS), Presidente Bolsonaro alertou que uma nova interpretação das demarcações das terras indígenas no Brasil, pelo STF, vai representar o fim do agronegócio.

“O Supremo volta a discutir uma data diferente daquela fixada há pouco tempo, conhecida como Marco Temporal. Se a proposta do ministro Fachin vingar, será proposta a demarcação de novas áreas indígenas que equivalem a uma região Sudeste toda. Ou seja, o fim do agronegócio. Simplesmente isso, nada mais do que isso”, disse Bolsonaro.

 

ENERGIA – Entra em vigor a lei que determina a inscrição automática de famílias de baixa renda como beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica.
É oferecido desconto na conta de energia concedido nos primeiros 220 quilowatts-hora (kWh) consumidos mensalmente por clientes residenciais.

VACINAÇÃO – Balanço da vacinação contra Covid-19 no Brasil aponta que 138.121.118 pessoas receberam a primeira dose, o que representa 64,75% da população brasileira.
A segunda dose foi aplicada em 69.040.455 pessoas e a dose única em 4.149.459, totalizando 34,31% da população.

No Brasil, ontem, houve 293 mortes pela Covid-19, elevando o total a 586.851.

VARIANTE – A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas identificou dois casos da variante Mu da Covid-19, originária da Colômbia. A variante Mu foi identificada pela primeira vez em janeiro deste ano. Passa a ser nova preocupação.

AGENDA – Presidente Bolsonaro lança hoje, às 16h30, no Palácio do Planalto, o programa Habite Seguro, para financiamento da casa própria a policiais e bombeiros.

ECONOMIA – Na sexta-feira (10), a Bolsa de Valores caiu 0,93, para 114.286 pontos.
E dólar subiu 0,82, para R$ 5,26.

RENATO RIELLA

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