Privatização da Eletrobras passa com 313 votos

Por: Renato Riella

Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória 1031/202, que trata da privatização da Eletrobras, por 313 votos a favor e 166 contra.
Partidos de oposição entraram com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, alegando que a matéria não passou por comissão especial do Congresso Nacional.

A MP vai ser agora apreciada ao Senado, onde haverá debate sobre o principal tema polêmico na Câmara: a perspectiva de aumento do custo da energia, para pessoa física e pessoa jurídica, com a privatização.

A Eletrobras, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, responde por 30% da energia gerada no país.
O modelo de privatização é de capitalização, ou seja, aumento de venda de ações, limitadas a 10% por acionista. A União não poderá participar da operação e terá uma redução da sua fatia de 61% para 45%, com direito à golden share — ação de classe especial que garante poder de veto nas decisões do conselho da companhia.
O governo prevê arrecadar R$ 100 bilhões com a operação.

IMPOSTOS – Brasileiros já pagaram R$ 1 trilhão em tributos arrecadados desde o 1º dia do ano de 2021 pelos governos federal, estaduais e municipais, de acordo com o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
No ano passado, esse valor foi superado no dia 27 de junho.

PONTE – Presidente Bolsonaro inaugura hoje mais uma obra impactante, ao lado do Ministro Tarcísio Gomes, da Infraestrutura.
Os dois estarão na fronteira do Piauí e Maranhão, para entregar a ponte sobre o Rio Parnaíba, em Santa Filomena, na divisa entre os dois estados.

PAZUELLO – O ex-Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, volta hoje à CPI da Pandemia do Senado, pois seu depoimento tem ainda mais de 20 senadores na fila para fazer questionamentos.

Pazuello surpreendeu, ao chegar ontem na CPI sem a farda de general – de terno.
Mas surpreendeu mesmo ao afirmar diversas vezes que responderia a “qualquer pergunta”.

Ele insistiu que o Ministério da Saúde não sofreu interferências do Presidente Bolsonaro.
Disse que pode provar que a equipe do Ministério teve diversas reuniões com a Pfizer e que só pôde iniciar contatos para a compra dessa vacina a partir de 22 de fevereiro, quando o imunizante foi aprovado pela Anvisa.

Deu declarações sobre a hidroxicloroquina e sobre a crise de Manaus, que serão aprofundadas hoje, pois o ex-Ministro promete apresentar documentos que podem comprovar suas afirmações.

Há perspectiva de que Pazuello seja chamado outras vezes na CPI para acareação com pessoas que passaram antes pela Comissão.

SALLES – Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foi alvo da operação Akuanduba, da Polícia Federal, com busca e apreensão em endereços ligados a ele, inclusive no Ministério.

As investigações apuram suspeita de facilitação de exportação ilegal de madeira do Brasil para os Estados Unidos e Europa.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a pedido da PF, mas está sendo questionada por não ter sido feita comunicação prévia à Procuradoria Geral da República.

O Presidente Bolsonaro se reuniu com Ricardo Salles e decidiu manter ele no cargo.

Dez gestores do Ministério e do Ibama foram afastados.

VACINAÇÃO – São 39.897.840 pessoas que receberam no Brasil a primeira dose de vacina da Covid-10, o que representa 18,84% da população.
Ontem, 2.641 novas mortes, elevando o total a 441.691.

ECONOMIA – Dólar fechou ontem a R$ 5,316, com alta de R$ 0,061 (+1,17%).
Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, fechou aos 122.636, com baixa de 0,28%.

Por RENATO RIELLA

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