Casos de Dengue caem 97,7% no Sol Nascente em comparação ao ano passado

Por: Redação SOS

Um dos principais fatores para essa redução tem sido a instalação de 3,1 mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) no local

Da Redação

Neste ano, os casos de dengue no Sol Nascente diminuíram 97,7% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde. Nos dois primeiros meses de 2025, foram registrados 155 casos da doença na região, enquanto no mesmo período do ano passado, o número foi de 6,8 mil.

A queda expressiva nos casos de dengue pode ser atribuída a uma série de medidas adotadas pela Secretaria de Saúde (SES-DF), incluindo o uso de uma nova tecnologia de controle. A instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs) nas residências tem sido uma das principais ferramentas no combate ao mosquito transmissor da doença, contribuindo significativamente para a redução dos surtos.

Desde setembro de 2024, a região do Sol Nascente tem experimentado uma queda significativa nos casos de dengue, com uma redução de 97,7% nos dois primeiros meses de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado.

A região foi escolhida para a implementação da nova tecnologia devido à sua alta vulnerabilidade a arboviroses, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela. A iniciativa, adotada pela Secretaria de Saúde (SES-DF), tem como objetivo combater o mosquito transmissor dessas doenças, resultando em uma diminuição expressiva no número de casos e contribuindo para a melhoria da saúde pública na região.

A implementação de estratégias inovadoras, como as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), tem mostrado resultados significativos no controle da dengue no Sol Nascente, uma das regiões com menor índice de infestação no Distrito Federal. De acordo com Victor Bertollo, chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para a Prevenção de Endemias (Amispe) da Secretaria de Saúde (SES-DF), a região tem se destacado entre as demais do DF no combate às arboviroses.

Outro fator importante para a redução dos casos foi o aumento no número de agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas). Em novembro, a SES-DF nomeou 400 novos profissionais para reforçar a atuação no controle das doenças. Raphael Zenas Rocha da Silva, um dos agentes nomeados, destacou a recepção positiva da população local às ações de combate. “As pessoas estão nos recebendo bem, perguntando como funciona o nosso trabalho, a armadilha e o que podem fazer para que a EDL dure mais”, afirma o agente, enfatizando a colaboração da comunidade no sucesso da medida.

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