DF fortalece política de saúde com menor índice de abandono no tratamento de HIV do país
Da Redação
O Distrito Federal tem se destacado no combate ao HIV, especialmente na ampliação do acesso à profilaxia pré-exposição (PrEP). Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2023, a capital atingiu a categoria 4 no monitoramento da estratégia, o que significa que, para cada quatro novos casos de HIV registrados, há pelo menos uma pessoa em uso da PrEP — índice semelhante ao de São Paulo. Esse resultado reforça o potencial da estratégia para reduzir significativamente a transmissão do vírus nos próximos anos.
Outro ponto positivo é a continuidade do tratamento. Enquanto a média nacional de interrupção da medicação gira em torno de 30%, o DF apresenta uma taxa de apenas 21% — a menor do Brasil.
De acordo com Juliane Malta, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), esses números são fruto do trabalho dedicado das equipes de saúde:
“São profissionais que acolhem, orientam e acompanham cada pessoa com atenção e respeito. Ainda há desafios a superar, mas estamos trilhando um caminho promissor para ampliar o acesso e oferecer uma resposta cada vez mais eficaz ao HIV.”
Formas de transmissão e quem pode usar a PrEP
O HIV é transmitido, principalmente, por fluidos corporais durante relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas e, em alguns casos, da mãe para o bebê durante o parto, quando não há o devido acompanhamento.
A PrEP está disponível para qualquer pessoa interessada, inclusive adolescentes a partir dos 15 anos, desde que tenham 35 kg ou mais. A liberação do medicamento depende de consultas e exames para avaliar a saúde do paciente, sem a necessidade de autorização dos pais.
Embora o acesso seja universal, alguns grupos são considerados prioritários, como:
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Pessoas que não utilizam preservativo com frequência;
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Homens que fazem sexo com homens;
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Pessoas trans;
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Profissionais do sexo;
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Quem já utilizou a profilaxia pós-exposição (PEP) de forma recorrente;
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Casais sorodiferentes (quando uma das pessoas vive com HIV).
Juliane Malta também destaca a importância de que mulheres cisgênero heterossexuais estejam atentas às formas de prevenção.
Acesso gratuito e seguro
A PrEP é uma das estratégias mais eficazes contra o HIV. Quando usada corretamente, pode reduzir em mais de 90% o risco de infecção. No DF, o medicamento é oferecido gratuitamente em diversos pontos de atendimento. O processo é simples, confidencial e seguro.



