UBSs 6 do Gama e 1 de Santa Maria passam a oferecer o serviço a pacientes com agendamento; usuários aprovam iniciativa
Desde o início de 2023, a rede pública de saúde do Distrito Federal passou a contar com consultas via telemedicina. Agora é a vez de as unidades básicas de saúde (UBSs) 6 do Gama e 1 de Santa Maria oferecerem o serviço a pacientes com agendamento. Trata-se de uma iniciativa da Secretaria de Saúde do DF (SES) junto ao Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, com objetivo de levar mais rapidez e comodidade aos usuários.
As consultas em telemedicina abrangem as especialidades de psiquiatria, cardiologia, pneumologia, endocrinologia, reumatologia, neurologia pediátrica e neurologia clínica. Além das unidades da região Sul, o método tem sido realizado também em UBSs de São Sebastião, Guará e Lago Norte. Em maio de 2023, por exemplo, o Hospital da Região Leste, no Paranoá, em parceria com o Hospital da Criança de Brasília, passou a realizar mentorias por meio de chamadas de vídeo entre médicos intensivistas da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e os profissionais de plantão na emergência e no pronto-socorro, como reforço à assistência para crianças com doenças respiratórias.
Quando a consulta ocorre, do outro lado estão profissionais do Hospital Albert Einstein, os especialistas focais. Por meio de uma plataforma, eles conseguem acessar o horário do atendimento, exames feitos pelo paciente do DF e outras informações importantes. Todas essas consultas são mediadas pelo médico da UBS, que fica ao lado do usuário.
Dados da Coordenação da Atenção Primária à Saúde (Coaps) indicam 13 consultas via telemedicina realizadas em apenas uma semana nas UBSs do Gama e de Santa Maria.
O que é telemedicina?
A telemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência (acompanhamento, diagnóstico, tratamento e vigilância epidemiológica); prevenção de doenças e lesões; promoção de saúde, educação e pesquisa em saúde.
Em janeiro deste ano, por meio da lei nº 7.215/2023, o método de atendimento virtual foi autorizado na rede pública e privada de saúde. Em 2022, a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, já havia publicado portaria que regulamenta o serviço na SES.
A assistência via telemedicina deve ser autorizada pelo paciente ou familiar responsável. O médico da rede tem autonomia na decisão de adotar ou não o método para os cuidados dos pacientes, cabendo a ele indicar a consulta presencial sempre que considere necessário.
Todos os profissionais que adotam o uso de tecnologias para atendimento de pacientes devem ser capacitados sobre temas de bioética, segurança digital e, principalmente, seguir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que dispõe sobre o uso de dados pessoais nos meios digitais.
Fonte: Agência Brasília



