Da redação/ 16.06.2020, 11h05

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Ninguém é obrigado a prometer nada! Mas se prometer e assinar documento de compromisso a “promessa” passa a ser obrigação. Francisco Maia colocou a credibilidade da Fecomércio no limbo depois de assinar protocolo de intenções junto ao GDF e logo em seguida ter “abandonado” o compromisso de ajudar a fazer um hospital de campanha para salvar vidas de pessoas carentes, vítimas do Coronavírus.
A ocupação dos leitos de UTI para tratamento de covid-19 chegou a 64%, o índice mais alto desde o início da pandemia no Distrito Federal. Dados conferidos na data de ontem, 15/6.
O Governo do Distrito Federal instalou um hospital de campanha no estádio Mané Garrincha com 200 leitos e está erguendo estruturas semelhantes na Ceilândia, São Sebastião, Papuda e no Hospital da Polícia Militar.
O Hospital Regional de Ceilândia está ganhando uma ampliação, resultado de convênio feito entre o GDF e a empresa JBS. O hospital da Fecomércio viria completar o quadro de prevenção contra a doença sobretudo para ajudar a salvar vidas dos mais carentes.
A Federação do Comércio do DF havia se comprometido a elaborar estudo, contratar e disponibilizar “espaço destinado para o tratamento de pacientes com covid-19, encaminhados pelo sistema público de saúde do DF”, conforme chegou a discusar o seu presidente Francisco Maia, diante de plateia seleta no Palácio do Buriti.
O objetivo era atender pacientes de média e alta complexidade, com utilização de suporte ventilatório, e pacientes para internação de curta duração, “visando estabilização e quarentena”.
Hospital da Fecomércio
A estrutura hospitalar “contaria” com 400 leitos, sendo 360 de internação clínica e 40 leitos de tratamento semi-intensivo. O intuito, segundo a Fecomércio-DF, era para auxiliar na assistência contra o COVID-19 e voltado para o comerciário e para a população de baixa renda dizia.
Na época foi divulgado que o investimento seria de R$ 40 milhões, mas nada aconteceu. A Fecomércio deu para trás.
O DF estaria bem mais preparado para o combate ao coronavírus caso a promessa feita fosse cumprida. Da reunião, só ficaram as fotografias em que Chico Maia, presidente da entidade, posa como salvador da pátria.
Agora quem ficou mal na foto foi a própria Fecomércio ao negar ajudar a quem mais precisa.
Foram, na verdade, palavras ditas ao vento. Infelizmente!
Foto de capa: Jornal de brasília



