Taxa de pessoas que trabalham por conta própria no DF é a mais alta desde 2012, aponta IBGE

Foto: TV Globo/ Reprodução

Desemprego cresceu 0,6% na capital no terceiro trimestre deste ano, com relação a 2018. Dados são do IBGE.

Candidatos fazem fila em porta de supermercado na Asa Norte para concorrer a vagas de emprego — Foto: TV Globo/ Reprodução
Candidatos fazem fila em porta de supermercado na Asa Norte para concorrer a vagas de emprego — Foto: TV Globo/ Reprodução

O número de pessoas que trabalham por conta própria no Distrito Federal, conhecidos como autônomos, bateu um recorde no terceiro trimestre de 2019. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa faixa já compreende 20,7% da população da capital.

É a taxa mais alta já registrada no DF desde o início da série histórica, em 2012. Ao todo, 143 mil trabalhadores estavam nessa situação entre julho e setembro. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua Trimestral).

Mesmo com o crescimento do índice, o DF é a unidade da federação com o menor número de autônomos no Brasil. O Amapá lidera o ranking, com 36,7% da população, já média nacional ficou em 26%.

Desemprego e ocupação

Candidatos dormem em fila em busca de emprego no DF — Foto: Afonso Ferreira/G1
Candidatos dormem em fila em busca de emprego no DF — Foto: Afonso Ferreira/G1

Ainda de acordo com o estudo, a taxa de desemprego no DF ficou em 13,2% no terceiro trimestre deste ano. O número representa aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já entre as pessoas que possuem emprego, a maioria atua nos seguintes setores:

  • 66,2% são empregados
  • 20,7% trabalham por conta própria
  • 5,6% são empregadores
  • 0,4% são trabalhadores domésticos

Do total de empregados no DF, cerca de 22% são servidores públicos. O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada caiu para cerca de 36%.

Ao mesmo tempo, aqueles que trabalham na iniciativa privada sem registro na carteira de trabalho têm crescido e chegaram a 9,8% da população. O índice também é o maior desde o início da série histórica, em 2012.

Fonte: G1 DF

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